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Técnico de futebol é condenado a mais de 33 anos de prisão por abuso sexual contra alunos em Curitiba

Treinador de escolinha no bairro Alto Boqueirão usava a promessa de melhorar o desempenho esportivo para se aproximar de crianças e adolescentes; um terceiro processo ainda será julgado

Técnico de futebol foi condenado a 33 anos e quatro meses de prisão por crimes sexuais contra alunos de uma escolinha no Alto Boqueirão, em Curitiba. Foto: Reprodução/ Ric RECORD

Da Redação, com informações da Banda B

Um técnico de uma escolinha de futebol de Curitiba foi condenado a 33 anos e quatro meses de prisão por crimes sexuais contra crianças e adolescentes que treinavam com ele. Segundo informações divulgadas pela Banda B, o treinador utilizava a promessa de melhorar o desempenho dos alunos em campo para conquistar a confiança das vítimas e se aproximar delas.

Os casos ocorreram em uma escolinha de futebol no bairro Alto Boqueirão. As primeiras denúncias vieram à tona em fevereiro de 2025, quando uma mãe encontrou mensagens de conteúdo sexual enviadas pelo treinador ao filho adolescente. A partir da denúncia, a investigação policial identificou outras possíveis vítimas.

Em março daquele ano, o suspeito foi preso preventivamente em Guaratuba, no litoral do Paraná, após a expedição de um mandado judicial.

Treinador usava massagens como justificativa para se aproximar dos alunos

Durante a investigação, o técnico afirmou que realizava massagens nos alunos com o objetivo de melhorar o desempenho esportivo. Ele reconheceu que fazia os procedimentos, mas negou qualquer intenção sexual e afirmou que não havia tocado nas partes íntimas das vítimas.

Os relatos apresentados pelas famílias, entretanto, levantaram preocupações sobre as circunstâncias em que as massagens eram realizadas.

Uma das mães contou que o filho, então com 14 anos, chegou em casa com óleo corporal pelo corpo e explicou que havia recebido uma massagem do treinador para melhorar seu desempenho como goleiro.

Ao conversar com o adolescente, a mulher descobriu que o procedimento havia ocorrido na casa do técnico, sem a presença de outras pessoas. Segundo o relato, o treinador também pediu ao garoto que não contasse à mãe o que havia acontecido.

A família procurou ajuda após perceber que a situação não correspondia ao que esperava de uma atividade relacionada à prática esportiva.

Mensagens de cunho sexual deram início à investigação

Conforme a reportagem da Banda B, a investigação começou após uma mãe encontrar mensagens enviadas pelo treinador ao filho adolescente. Nas conversas, o homem incentivava o garoto a ser mais “safado”, além de pedir fotografias e enviar imagens de conteúdo sexual.

Na época, a Polícia Civil investigava denúncias envolvendo outras crianças e adolescentes. Segundo informações divulgadas pelo delegado Rodrigo Rederde em março de 2025, o suspeito era investigado por importunação sexual contra quatro vítimas e estupro de vulnerável contra outra. Entre os casos apurados, havia o de uma criança de 11 anos com transtorno do espectro autista (TEA).

De acordo com o delegado, o treinador atraía crianças e adolescentes para sua residência sob o argumento de realizar massagens que poderiam contribuir para o desempenho no futebol.

Vítimas perderam o interesse pelo futebol

Familiares também relataram os impactos dos acontecimentos na vida das vítimas. Uma das mães contou que o filho frequentava a escolinha havia anos e sonhava em se tornar jogador profissional.

Segundo ela, o treinador alimentava as expectativas do adolescente em relação ao futuro no esporte, o que contribuiu para que a família confiasse nele.

Após os acontecimentos, porém, o garoto passou a rejeitar o futebol. A mãe relatou que precisou procurar outra atividade esportiva para que o filho continuasse praticando exercícios sem precisar voltar ao ambiente associado ao caso.

Terceiro processo ainda será julgado

De acordo com a Banda B, o treinador foi condenado em dois processos relacionados aos abusos. Um terceiro processo ainda deverá ser julgado.

A pena total informada pela reportagem é de 33 anos e quatro meses de prisão.

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