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Atuação do Sistema FAEP acelera desocupação em Terra Roxa

Cerca de 30 indígenas que havia tomado parte da área da Fazenda São Paulo deixaram o local no mesmo dia

A área da Fazenda São Paulo, em Terra Roxa, no Oeste do Paraná, ocupada por cerca de 30 indígenas, no domingo (16), foi desocupada no fim do mesmo dia. A retirada ocorreu por meio do diálogo, sem uso de força, confirmando a agilidade da resposta articulada pelo Sistema FAEP, pelo Sindicato Rural de Terra Roxa e pela Polícia Militar do Paraná desde as primeiras horas da invasão. A área ocupada é produtiva, com lavouras de soja e milho, com a cultura de milho recém-colhida.

Para o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, o desfecho reforça a importância da mobilização imediata. “A defesa do direito de propriedade é inegociável. Sempre que ocorrer invasões, o Sistema FAEP vai acionar as forças de segurança para defender os nossos produtores rurais”, ressalta o dirigente. “A rapidez da reintegração é fundamental para garantir segurança jurídica aos produtores e para deixar claro que invasões não serão toleradas no Paraná”, complementa.

Para o presidente do Sindicato Rural de Terra Roxa, Fernando Volpato Marques, o posicionamento do Sistema FAEP assim que a invasão foi identificada contribuiu para agilizar a resposta. Além disso, o dirigente destaca a orientação prestada pela entidade sobre como agir diante da invasão, além do envio imediato do advogado ao local. “A gente sabe que tem quem está atuando em nossa defesa”, resume.

O líder rural avalia ainda que a agilidade da resposta também está relacionada à proximidade do batalhão da Polícia Militar responsável pela região. Antes sediada em Marechal Cândido Rondon, a sede administrativa do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron) da Polícia Militar do Paraná foi transferida para Guaíra no início deste ano. O sindicato mantém relação próxima com a corporação, com representantes ativos no Conselho Municipal de Segurança.

Problema recorrente
O caso de Terra Roxa se soma a uma sequência de invasões registradas nos últimos anos em municípios do Paraná como Xambrê, Umuarama, Quedas do Iguaçu e Guaíra. Como o Sistema FAEP já vem alertando, o cenário é agravado por mecanismos do governo federal que, segundo a entidade, flexibilizam normas fundiárias e enfraquecem o direito à propriedade privada no país — entre eles o programa Terra da Gente, o Decreto 11.637/2023 e o Decreto 12.710/2025, que amplia a definição de quem pode ser considerado “defensor” de direitos humanos.

“O governo federal precisa, urgentemente, rever as normativas que incentivam esse tipo de ação. Não podemos trabalhar com insegurança jurídica”, conclui.

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