Cria de Santo Antônio da Platina, jogador relembra início no futsal, participação no projeto desde 2025, apoio da torcida Super Raça e os desafios da segunda fase da Série Bronze

Pedro Simões/Tribuna do Vale
Aos oito anos, Cisco deu os primeiros passos no futsal e desde então, construiu uma trajetória marcada pela paixão pelo esporte. Cria de Santo Antônio da Platina, o camisa 10 da Platinense CRZenge Futsal atualmente vive um momento de afirmação dentro de um elenco formado por jogadores experientes e com longa trajetória no futsal.
Em entrevista para a Tribuna do Vale, Cisco relembrou o início da carreira e destacou a importância de pessoas que fizeram parte de sua formação, especialmente Diego, responsável por acompanhá-lo nos primeiros anos.
“Eu comecei no futsal quando tinha oito anos. Comecei a treinar com o Taidão, ainda era o Diego o treinador na época, mas o Taidão comandava. Desde então surgiu o amor pelo futsal”, contou.
O jogador explicou que chegou a atuar no futebol de campo, mas acabou encontrando no futsal sua verdadeira paixão.
“Depois que fiquei um pouco mais velho, sempre preferi jogar mais futsal do que campo. Até hoje não jogo muito campo. Prefiro mais futsal e acho que me dou melhor no futsal do que no campo”, afirmou.
Para Cisco, o esporte teve papel importante não apenas dentro das quadras, mas também em sua formação pessoal.
“É um amor que eu não consigo explicar. É uma coisa que me ajudou muito durante minha vida, no meu crescimento, tanto fora de quadra como dentro de quadra. Tenho que agradecer às pessoas que fizeram parte da minha vida, como o Diego, que foi um dos principais na minha vida, dentro e fora do futsal. É um cara que levo no meu coração”, destacou.
Representar a cidade na Série Bronze
Cisco faz parte do projeto da Platinense CRZenge desde 2025, quando a equipe iniciou sua caminhada na Série Bronze do Campeonato Paranaense de Futsal.
Segundo o atleta, a oportunidade de representar Santo Antônio da Platina em uma competição estadual foi motivo de orgulho, mas também trouxe desafios.
“O projeto deu início no ano passado, em 2025. A gente sabia que seria um pouco difícil por ser o primeiro ano, mas foi muito gratificante receber esse convite desde o início e poder representar minha cidade em uma Série Bronze, que é um campeonato forte”, explicou.
Na primeira temporada, a meta estabelecida pelo grupo era avançar para a segunda fase. O objetivo foi alcançado.
“Foi meio que um aprendizado. Nossa meta era classificar, passar para a segunda fase, e conseguimos. Porém, foi muito complicado durante o período da segunda fase da Série Bronze, mas nosso objetivo foi cumprido”, relembrou.
Para 2026, o projeto passou por mudanças importantes, com a chegada de jogadores mais experientes e maior investimento.
“Veio o Vale e trouxe todo aquele pessoal que tem muita rodagem, muita bagagem no futsal. Entrou mais dinheiro para o projeto e, graças a Deus, está fluindo bem este ano”, afirmou.
Espaço conquistado no elenco
Com um elenco recheado de jogadores experientes, Cisco reconhece que sabia que teria uma disputa difícil por espaço. Mesmo assim, o camisa 10 vem aproveitando as oportunidades recebidas nas últimas partidas.
“Eu sabia que seria um pouco difícil, por ser um dos mais novos do elenco e pelo outro pessoal ter muito mais rodagem. Sou muito grato a eles”, disse.
O jogador também destacou que sua permanência na equipe não representa apenas uma escolha pela identificação com a cidade.
“Muitas pessoas na cidade falaram que eu só estava porque estava ano passado e que fui para esse ano só por ser da cidade. Graças a Deus, nesses últimos jogos estou tendo mais uma oportunidade e conseguindo mostrar que não estou ali só por conta de ser da cidade ou porque estava ano passado. Estou ali para somar junto com o elenco e fazer parte dos jogos”, afirmou.
Segunda fase e força da Super Raça
Após uma goleada por 14 a 0 na abertura da segunda fase, a equipe se prepara para o desafio dentro de casa, diante da torcida.
Cisco destaca que o objetivo fora de casa é sempre buscar pontos, independentemente da circunstância.
“A gente vai para fora de casa para roubar ponto. Não importa se são três ou um, a gente tem que roubar ponto fora de casa”, explicou.
Para os jogos em Santo Antônio da Platina, o jogador aposta na força do grupo e no apoio da torcida organizada Super Raça.
“A gente espera conseguir manter esse ritmo. O time está muito unido. Se tornou uma família. A gente fica a semana inteira esperando chegar o sábado para poder estar presente ali”, contou.
Segundo Cisco, a presença da torcida exerce influência direta no desempenho da equipe.
“A Super Raça tem que exaltar o que eles fazem para a gente. É o sexto jogador. Eles ajudam demais, desde o começo até o final, gritando. Quando a equipe está dentro do clima, é difícil a gente não mostrar nosso futsal”, destacou.
Falta de treinamentos coletivos é um desafio
Uma das principais mudanças entre as temporadas foi a frequência dos treinamentos. Em 2025, a equipe conseguia realizar mais atividades em conjunto. Neste ano, devido à distância entre os atletas, os treinamentos coletivos se tornaram mais difíceis.
“Interfere um pouco no entrosamento, em algumas jogadas, porque é difícil fazer. Mas o nosso time, por ter muito tempo de futsal e muita rodagem, consegue impor bastante as jogadas mesmo sem treino”, explicou.
Quando existe a possibilidade de reunir o elenco, os jogadores aproveitam para ajustar detalhes antes das partidas.
“Quando dá, a gente consegue se juntar. Foi o que aconteceu antes de ir para Maringá. A gente se juntou, acertou algumas jogadas e algumas coisas”, relatou.
Torcida abraçou o camisa 10
Um dos momentos marcantes da temporada foi o apoio recebido por Cisco quando ele ficou no banco de reservas em algumas partidas. A torcida passou a pedir sua entrada em quadra e a manifestar apoio nas arquibancadas e nas redes sociais.
O jogador afirma que manteve a tranquilidade e esperou pelas oportunidades.
“Desde quando chegou o projeto desse ano, eu já sabia que seria um pouco difícil. Sou um dos mais novos do elenco e o outro pessoal tem muito mais rodagem”, afirmou.
Cisco também fez questão de destacar o apoio recebido dos companheiros.
“Sou muito grato não só ao pessoal da torcida, que me abraçou e pedia para eu entrar em quadra, mas também aos meus companheiros, que sempre me apoiaram lá dentro e falavam para eu me manter calmo”, contou.
Com poucos minutos em quadra, o camisa 10 procura aproveitar cada oportunidade.
“Não importa se são dois ou três minutos dentro de quadra. Eu deixo meu máximo para mostrar que tenho potencial para estar ali no meio deles, fazendo meu jogo e ajudando a equipe”, disse.
Com identificação com a cidade, experiência acumulada desde as categorias de base e o apoio da torcida, Cisco segue buscando seu espaço na Platinense CRZenge e se coloca à disposição para contribuir com a equipe na sequência da Série Bronze.



