Peixe entrou com uma ação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por alegar que houve erro de direito na saída do camisa 10
Ricardo Brejinski/Banda B
O Santos emitiu um comunicado, nesta quarta-feira (20), informando que entrou com um pedido no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), para que a derrota por 3×0 para o Coritiba, que aconteceu no último domingo (17) na Neo Química Arena, seja anulada. Tudo por conta da suposta substituição errada de Neymar, no segundo tempo.

No papel entregue à comissão de arbitragem, quem sairia era o camisa 31, Escobar, para a entrada de Robinho Jr. No entanto, a placa da alteração foi levantada com o número 10, no caso Neymar, para a entrada do 7. A situação gerou muita revolta do lado santista, especialmente do atacante, que chegou a receber cartão amarelo e demorou para deixar o gramado.
Na nota, o Peixe informou que “entende que houve um erro de direito quando a arbitragem impediu a permanência em campo do atleta Neymar Jr., o que contrariou determinação da própria comissão técnica e desrespeitou o protocolo oficial de substituições de jogadores”.
Santos e arbitragem dão versões diferentes No meio do tumulto, Neymar se irritou muito, principalmente com o quarto árbitro, Bruno Mota Correia, responsável por levantar a placa de substituição. Porém, na súmula da partida, o árbitro Paulo César Zanovelli da Silva alegou que a comissão técnica do Santos autorizou a troca, mesmo que o número informado no papel tenha sido outro.
“O quarto árbitro dessa partida foi informado verbalmente pelo assistente técnico, o sr. Carlos Cesar Sampaio Campos, que haveria uma substituição e que está substituição seria a saída do número 10 do Santos, o sr. Neymar da Silva Santos Júnior, atleta este que já se encontrava fora do campo de jogo recebendo atendimento médico. Após a informação, o quarto arbitro, com a placa em mãos, se vira em direção ao assistente técnico do Santos, onde pergunta novamente a confirmação da substituição do atleta por ele informado e recebe a confirmação verbal e gestual do mesmo, enquanto ele preenche o papel junto ao delegado da partida, o sr. Guilherme Zangari da Rocha, que presenciou e escutou tais fatos relatados”, escreveu o juiz.
Em resposta, César Sampaio afirmou que informou que quem sairia seria Escobar, mas que após ver Neymar sendo atendido na beira do gramado, pediu para a arbitragem aguardar.
Em resposta, César Sampaio afirmou que informou que quem sairia seria Escobar, mas que após ver Neymar sendo atendido na beira do gramado, pediu para a arbitragem aguardar.
“Eu chamei o quarto árbitro para substituição do Juninho pelo Escobar, o 7 pelo 31. Neste momento (o Neymar) sai de campo acusando um pouco de dor, parece que na panturrilha. Conversei com ele também. E aí eu pedi para o quarto árbitro aguardar para ver se o Neymar poderia voltar ou não. Ele, fora de campo, o quarto árbitro, com quem até tenho uma boa relação, falou que o Neymar não podia voltar mais. Uma precipitação, penso eu, no calor no jogo ali. Uma tomada de decisão antecipada”, afirmou o auxiliar santista. Confira a nota completa do Santos sobre o caso Neymar contra o Coritiba O Departamento Jurídico informa que entrou com ação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para solicitar a anulação da partida disputada no dia 17/5, diante do Coritiba, válida pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Clube entende que houve erro de direito quando a arbitragem impediu a permanência em campo do atleta Neymar Jr., o que contrariou determinação da própria comissão técnica e desrespeitou o protocolo oficial de substituições de jogadores. O que está em discussão não é performance técnica ou resultado do jogo, mas a defesa da instituição e das regras da FIFA.



