
Condenado a 12 anos de prisão em regime fechado não compareceu ao júri e é considerado foragido
Da Redação
A Polícia Civil divulgou a foto de um homem condenado por feminicídio em Santo Antônio da Platina, no Norte Pioneiro do Paraná.
O crime ocorreu em maio de 2020. Na ocasião, dois policiais militares do Estado de São Paulo passavam dias de folga na cidade quando, após uma discussão motivada por ciúmes, o homem — então com 30 anos — efetuou um disparo com a arma de fogo institucional contra a vítima, de 31 anos. Ela foi atingida no tórax e morreu ainda no local.
O caso foi investigado pela Polícia Civil, que indiciou o suspeito pelo crime de feminicídio. Em 2022, o julgamento pelo Tribunal do Júri resultou na condenação por homicídio simples, com pena de seis anos em regime semiaberto.
Ainda em 2022, o réu respondia a processo administrativo de expulsão da corporação, ocasião em que pediu exoneração, sendo desligado da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
O Ministério Público recorreu da decisão, buscando o reconhecimento da qualificadora de feminicídio. O recurso foi aceito pelo Superior Tribunal de Justiça, que determinou a realização de um novo júri.
A nova sessão foi realizada na última semana, quando o acusado foi novamente julgado e condenado, desta vez por feminicídio, com pena fixada em 12 anos de reclusão em regime fechado.
O réu não compareceu ao julgamento, sendo expedido mandado de prisão. Até o momento, as diligências realizadas para localizá-lo não tiveram êxito, e ele é considerado foragido.
Trata-se de Francis Harrison de Oliveira, atualmente com 36 anos, natural de Santo Antônio da Platina.
Informações sobre o paradeiro do foragido podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181, pelo telefone 190 da Polícia Militar ou pelo WhatsApp (43) 3534-8901.



