
O deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSD) reafirmou nesta sexta-feira (27) que o Núcleo de Equoterapia “Dr. Raul Hidetoci Mioshi” da Uenp, em Bandeirantes, é mais do que um exemplo da função social da universidade mas, principalmente, um modelo de inclusão de crianças, adolescentes e adultos.
“Um projeto que há 10 anos transforma vidas por meio da inclusão e do cuidado com crianças e jovens do Norte Pioneiro”, destacou Romanelli ao acompanhar o secretário Aldo Nelson Bona ( Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) na entrega de um veículo utilitário ao projeto.
Romanelli reafirmou que investir na universidade pública é investir em gente. “E quando a Uenp se conecta com a comunidade, quem ganha é todo o Norte do Paraná”, disse o deputado ao diretor do campus, Ricardo Castanho Moreira, e ao vice-diretor, Ademir Zacarias Junior.
A professora Vânia Delamuta, de Santa Mariana, corrobora com a importância reconhecida por Romanelli ao ensino superior público de qualidade. “Investir em projetos que transformam vidas é de suma importância e a interação do poder público com as universidades são de grande valia e trazem inúmeros benefícios para a população. O deputado Romanelli sempre atuando em prol de benfeitorias para a nossa região”, afirmou.

Dez anos
“É um projeto de pleno êxito. Surgiu da proposta do saudoso Dr. Raul Mioshi e neste trabalho de 10 anos de professores, médicos e estudantes da Uenp, hoje temos a equoterapia que atende mais de 100 pessoas de Bandeirantes e região, uma referência para as demais universidades do Paraná e do País”, disse o deputado.
O núcleo foi formado em 2015 pelo Dr. Raul Mioshi, em conjunto com os professores do curso de Medicina Veterinária da Uenp, Francisco Armando de Azevedo Souza e Thales Ricardo Rigo Barreiros. Hoje, atende 105 praticantes semanais em um trabalho realizado em parceria com a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Bandeirantes, prefeitura, Associação Anjo Azul e Instituto Morro dos Anjos.
A equoterapia utiliza cavalos com finalidade terapêutica e atende pacientes com necessidades especiais. A marcha do cavalo é semelhante à marcha humana, promovendo um movimento tridimensional, com movimento de cima para baixo, para direita, para esquerda, para frente e para trás, simultaneamente, o que auxilia no desenvolvimento de cada praticante.
Multidisciplinar
“Na equoterapia, o cavalo é o ponto chave. Dentro de uma abordagem multidisciplinar, nas áreas de educação, saúde e equitação, buscamos o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com alguma necessidade especial ou com alguma deficiência física ou mental”, afirma a coordenadora do projeto, Thaís Patelli. O médico-veterinário Francisco Armando também coordena o núcleo de equoterapia.
No curso de educação física da Universidade Estadual do Norte do Paraná, a equoterapia se tornou uma ferramenta de inclusão das pessoas com deficiência física ou mental. Professores e estudantes de fisioterapias e psicologia utilizam essa abordagem para melhorar a qualidade de vida de crianças, adolescentes e adultos com dificuldades motoras, cognitivas ou emocionais.
Dessa forma, a integração entre os cursos e equoterapia reforça a importância de metodologias alternativas para o desenvolvimento humano, oferecendo oportunidades inclusivas e eficazes para a reabilitação e o bem-estar de muitas pessoas.
(fotos: Ascom/Deputado Romanelli)



