CapaSaúde

Funcionários da Santa Casa de Jacarezinho devem entrar em greve na próxima segunda-feira

SINDICATO

O presidente do SinSaúde de Cornélio Procópio, Reginaldo Ristau falou com reportagem da Tribuna do Vale e disse que todos os órgãos e autoridades serão comunicados hoje. Segundo ele, a Santa Casa possui cerca de 250 trabalhadores em diversas áreas da entidade. Os médicos ameaçam greve. 

Foto: Cidadania com Leonel

Tribuna do Vale/Gladys Santoro

A direção do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de Cornélio Procópio – SinSaúde – está chegando em Jacarezinho nesta tarde para preparar – junto aos  funcionários – a greve que deve acontecer na próxima segunda-feira.

Em entrevista à Tribuna do Vale, o presidente do Sindicato, Reginaldo Ristau, explicou que por volta das 15 horas, a empresa que está administrando a entidadehospitalar marcou uma reunião com os funcionários. “Ainda não sabemos se eles apresentarão uma nova proposta nem se poderemos participar desse  encontro. Mas estaremos lá para garantir os direitos dos trabalhadores”, disse. Segundo Ristau, ao todo, são cerca de 250 trabalhadores de diversas áreas da entidade de saúde de Jacarezinho, menos a dos médicos.     

Comunicado Formal de 

Deflagração de Movimento Grevista

O presidente do SinSaúde, Reginaldo Ristau enviou para a Tribuna do Vale, o Comunicado oficial da deflagração da greve. Leia abaixo.

“O SinSaúde CP – Sindicato dos Empregados de Serviços de Saúde de Cornélio Procópio e Região, por meio do presente comunicado vem informar as autoridades competentes órgãos públicos, administração hospitalar e demais interessado que,  diante da gravíssima situação enfrentada pelos trabalhadores da Santa Casa de Jacarezinho, será deflagrado  movimento grevista da categoria  a partir da próxima segunda-feira, 18 de maio de 2026.

A presente comunicação é realizada nesta data – 13 de maio – observando-se o prazo legal previsto na Lei Número 7.783/1989, especialmente em razão da natureza essencial dos serviços desempenhados pelos profissionais de saúde.

A medida extrema decorre do reiterado descumprimento das obrigações trabalhistas básicas, sobretudo da ausência de pagamento regular dos salários dos funcionários da instituição hospitalar.

Conforme já amplamente relatado e comunicado anteriormente, o quinto dia útil para pagamento salarial  venceu dia 7 de maio de 2026, sem a devida quitação integral  dos salários das trabalhadoras. 

Posteriormente houve apenas pagamentos parciais e seletivos permanecendo diversos funcionários sem recebimento regular de suas verbas alimentares.

Além da inadimplência salarial, as trabalhadoras vêm enfrentando ambiente de extrema insegurança profissional,  pressão psicológica constante, ausência  deprevisibilidade financeira, precarização das condições laborais, deficiência de materiais e completo desgaste  emocional diante da instabilidade vivenciada diariamente no ambiente hospitalar.

O Sindicato ressalta que todas as medidas conciliatórias e administrativas possíveis foram previamente adotadas, incluindo reuniões institucionais, tratativas administrativas, denúncias perante o Ministério Público do Trabalho,  manifestações  públicas, acompanhamento jurídico permanente, e ajuizamento de medidas coletivasvisando resguardar os direitos da categoria e preservar a continuidade adequada dos serviços hospitalares.

Todavia, diante da ausência de solução e da continuidade efetiva de solução e das violações trabalhistas suportadas pelas profissionais da saúde, não  restou alternativa senão a comunicação formal da deflagração do movimento paredista.

O SinSaúde CP reafirma que continuará atuando de forma responsável, institucional e dentro dos  limites legaisbuscando preservar os interesses das trabalhadoras, segurança da assistência hospitalar e a dignidade profissional da categoria”.

Jacarezinho, 13 de Maio, de 2026.

Reginaldo Risrau

Presidente do SinSaúde CP

Botão Voltar ao topo