APP SINDICATO
Categoria reclama do governador Ratinho por não abrir negociação

Assessoria
Em um momento de mobilização e análise de conjuntura, educadores(as) do Paraná reuniram-se, neste sábado (18), de forma on-line, em Assembleia Estadual Extraordinária da APP-Sindicato para debater e deliberar os próximos passos da luta. A assembleia foi convocada para reafirmar a nossa luta por justiça salarial, firmeza na defesa da escola pública e denúncia das práticas antissindicais que insistem em silenciar a categoria por parte do governo Ratinho Jr.
A presidente da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto, reafirmou a posição da entidade e rebateu a escolha política do governador Ratinho Jr. em não negociar com a categoria.
A presidente lembrou também das graves práticas antissindicais cometidas pelo governo Ratinho Jr. durante as mobilizações do processo de privatização e militarização, e com o seu pedido de prisão durante uma greve legítima – ação alvo de medida no Ministério Público do Trabalho (MPT).
Comentou também que o que incomoda o governo Ratinho Jr. não é a forma, mas o conteúdo das denúncias da APP-Sindicato. “Denunciamos o que o projeto do governo Ratinho Jr. representa para o serviço público. Nós expusemos o governo mesmo com todas as dificuldades e diante de uma mídia que muitas vezes não nos ouve”, pontuou Walkiria.
Unidade e planejamento
Antes do aprofundamento das pautas, a secretária de Funcionários(as) da APP-Sindicato, Nádia Brixner, deu as boas-vindas aos(às) educadores(as) nesta manhã de sábado. Na sequência, a secretária Geral da APP-Sindicato, Natália dos Santos Silva, e a secretária executiva de Comunicação da APP-Sindicato, Cláudia Gruber, abriram os debates destacando a organização como ferramenta principal da classe trabalhadora.
Para Cláudia, o último período, embora difícil e intenso, exige que a categoria siga “de cabeça erguida, firme e organizada”. Já Natália enfatizou que a assembleia é o espaço para planejar a pauta de luta e resistência.
“Vivemos uma disputa de dois projetos: o da direita, que visa o lucro, e o nosso, da classe trabalhadora, que defende políticas públicas de qualidade na educação, saúde e segurança”, afirmou Natália, reforçando a necessidade de força no dia a dia das escolas.
Dinheiro para educação
Walkiria também denunciou a prioridade política do governo Ratinho Jr., que encerra seu último ciclo de forma autoritária e truculenta, sem abertura para negociações. A presidenta reiterou que o Estado possui recursos para a recomposição salarial, a equiparação salarial para professores(as) e os ajustes de carreira dos(as) agentes educacionais, sendo que o secretário da Educação, Roni Miranda, nada fez pela categoria.
“O governo opta por converter o fundo público em vantagens para empresários em vez de investir na valorização dos profissionais da educação. Nas próximas semanas, a APP-Sindicato inicia uma série de denúncias detalhadas sobre o destino real das verbas que deveriam ser aplicadas exclusivamente na educação”, destaca Walkiria.
História de luta
Ao fazer uma retrospectiva das lutas da APP-Sindicato, desde o enfrentamento ao governo Beto Richa até a atual gestão de Ratinho Jr., Walkiria ressaltou a importância da disputa de narrativas. Para combater a “notícia boa” fabricada pela propaganda oficial, precisamos seguir denunciando as arbitrariedades deste governo para a categoria e também para a sociedade.
“Defender o serviço público é defender o destino correto do nosso dinheiro. A luta pela nossa carreira e pelo salário digno é, acima de tudo, uma luta por um estado que respeite quem trabalha e quem estuda”, finalizou a presidenta.
Como parte dessa estratégia de formação e disputa de projetos, a APP-Sindicato reforça o papel fundamental das suas instâncias pedagógicas, tendo a Conferência Estadual de Educação como um dos principais espaços destes debates. O evento será realizado nos dias 10, 11 e 12 de julho, em Pinhais, e terá como tema central “A escola é pública, democrática, crítica e emancipadora”.
Resultado da nossa luta:
Data-base:
5% na folha de maio, válido para todos(as) servidores(as) do Estado – ativos(as) e aposentados(as), efetivos(as) e temporários(as), sendo este índice insuficiente frente aos 46,31% acumulados de defasagem salarial.
Funcionários(as) de escola – Agente I:
Nossa luta garantiu nova tabela salarial unificada com ganhos reais aos(às) Agentes Educacionais I.
Promoções e progressões 2026:
Autorizadas por decreto governamental – sem data para implantação.
Mobilizados(a) para avançar:
Nova carreira e equiparação salarial para professores(as):
Governador
Governador Ratinho Jr. disse NÃO à nossa carreira no dia 30/03, porém até o dia 6 de junho ainda podem ser apresentadas e aprovadas alterações nas carreiras dos(as) servidores(as) estaduais.
Descongela – cumprimento da Lei Complementar nº 226 de 12/01/2026:
O tema continua em debate na procuradoria Geral do Estado quanto à forma e abrangência do descongelamento para que se realize a incorporação e pagamento de quinquênios e anuênios.
Aposentados(as):
Continuar lutando pelo desconto previdenciário acima do teto do INSS (atualmente em R$8.475,55) e pela criação de Lei Específica que garanta correção salarial anual aos(às) aposentados(as) sem paridade.
Agentes Educacionais II:
Equiparar a tabela salarial imposta pelo governo em 2023 aos(às) demais servidores(as) Agentes de Execução do QPPE;
Enquadrar os(as) funcionários(as) na nova tabela salarial considerando todo tempo de serviço prestado ao Estado.
Calendário de lutas
A assembleia definiu que o próximo dia 29 de abril será um marco de mobilização estadual com um componente especial: Ato Estadual em Guaratuba, no dia da inauguração da nova ponte e todo dia 29 de cada mês será dedicado a denunciar as violências do governo Ratinho Jr /Roni Miranda contra a educação.
25 e 26/04 – Seminário Estadual da Secretaria de Municipais;
26/04 – Aniversário da APP-Sindicato: “Rumo aos 80 anos”;
Até 27/04 – Assembleias regionais ordinárias de prestação de contas;
29/04 – Dia de Mobilização com ato em Guaratuba e atividades regionais.
Nos Núcleos Sindicais podem ser desenvolvidas as seguintes ações: debates nas escolas, faixas em locais públicos, panfletagem, interação nas redes com fotos nas escolas, ocupação das mídias locais, carros de som;
30/04 e 01/05 – Participação dos atos de mobilização do Dia do(a) Trabalhador(a);
16/05 a 14/06 – Realização das conferências Regionais de Educação;
10 a 12/07 – 9ª Conferência Estadual de Educação da APP-Sindicato;
07/08 – Dia do(a) Funcionário(a) de Escola;
30/08 – Dia de Luto e Luta pela Educação.
Ainda nesta assembleia, conforme o Artigo 28, inciso XI do estatuto da entidade, também foram eleitos(as) os(as) representantes da APP-Sindicato para a próxima gestão (2026-2028) no Conselho do Magistério. Os nomes indicados e referendados foram:
Nilton Stein (titular)
Tereza Lemos (titular)
Cláudia Gruber (suplente)
Margleyse dos Santos(suplente)



