JACAREZINHO
Clima está tenso e os funcionários ainda temem falar com a imprensa

Gladys Santoro
A Reportagem do Jornal Tribuna do Vale de Santo Antônio da Platina tentou várias vezes falar com algum funcionário da Santa Casa de Misericórdia de Jacarezinho para saber em detalhes, os motivos dos protestos que estão levando a categoria às ruas. Porém, até o final desta tarde não foi possível fazer contato com alguém disposto a falar. O que a reportagem conseguiu foi alguns posts feitos no Facebook de poucos funcionários, de apoiadores e também de um blog ou site chamado “Cidadania com Leonel”, que abordou o assunto com bastante propriedade, dizendo que um dos integrantes chegou a acompanhar o protesto de perto na tarde de segunda-feira, 13.
Segundo o “Cidadania com Leonel”, entre as principais reivindicações encontra-se a suspensão de um dia de folga mensal, direito que já havia sido garantido anteriormente,assim como a suspensão do adicional por tempo de serviço (anuênio), o que tem gerado redução salarial para diversos profissionais. “Os manifestantes destacam que tais medidas afetam não apenas o bem-estar dos trabalhadores, mas também refletem na qualidade do atendimento prestado à população, já que envolvem profissionais que atuam diretamente na linha de frente da saúde. O “Cidadania com Leonel” reafirma seu compromisso com a informação responsável, a transparência e o respeito aos profissionais que dedicam suas vidas ao cuidado com o próximo. “Diante da situação, nos solidarizamos com os trabalhadores e reforçamos a necessidade de diálogo e resolução urgente”, afirmaram os integrantes do Cidadania.
Uma funcionária, cuja identidade será resguardada, postou em sua página do Facebook, que na segunda-feira, 13, foi realizada uma manifestação dos funcionários. Aqui sua fala vai na íntegra: “Fizemos a manifestação na rampa da Santa Casa de Misericórdia de Jacarezinho, com um grande número de colaboradores e alguns apoiadores, foi protocolo no Ministério Público de Jacarezinho nossas reivindicações. E também ficou acordado com 100% de aprovação dos funcionários presentes na assembleia realizada naquele momento: Que faremos greve se não devolver nosso salário integral e nossos direitos garantidos por lei”.



