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Mais de 16 milhões de brasileiros terão 14º salário em 2026, aponta Zeca Dirceu

Da Assessoria

Apesar do ano base de 2025 para efeitos do recolhimento do Imposto de Renda, mais de 16 milhões de trabalhadores terão direito neste ano ao 14º salário com a isenção do tributo para quem recebe até R$ 5 mil. “No meu estado, mais de 1,2 milhão de paranaenses são beneficiados com esta medida do governo do presidente Lula (PT)”, disse o deputado Zeca Dirceu (PT) sobre o início da entrega da declaração do imposto a partir desta segunda-feira, 23, na Receita Federal.

“Desde janeiro, os trabalhadores com carteira assinada e os servidores públicos que recebem até R$ 5 mil por mês não têm mais os 27,5% descontados dos salários. Somando as atualizações acumuladas de 2023 a 2026 no governo Lula, 25 milhões de brasileiros foram contemplados pela isenção total ou redução do imposto de renda”, completou Zeca Dirceu.

No entanto, o deputado esclarece que o imposto deste ano é recolhido em função dos rendimentos obtidos em 2025. “Isto significa que o imposto deste ano tem que ser declarado e a partir do ano que vem (2027) não mais. Mesmo assim, o desconto não é mais feito nos holerites”, disse.

Injeção na economia
O prazo para a declaração deste ano se estende até as 23h59 do dia 29 de maio. A Receita Federal espera receber neste ano cerca de 44 milhões de declarações. “A isenção está em vigor desde janeiro deste ano, mas não tem efeito para a declaração de 2026”, reiterou o deputado.

Além de ampliar a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês, a lei 15.270 de 2025, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Lula (PT) concede descontos para rendimentos de até R$ 7.350 mensais.

A isenção do imposto, segundo o Ministério do Trabalho, pode injetar até R$ 110 bilhões na economia brasileira em 2026. Conforme os números do Dieese, serão R$ 35 bilhões de forma direta e R$ 17 bilhões de impacto estimado no consumo de bens e serviços. O custo para os cofres do governo federal (o que deixa de arrecadar) é estimado em R$ 25,4 bilhões.

Neste ano, o Brasil implementou uma nova taxação sobre super-ricos alcançando 141 mil contribuintes (0,13%) com renda superior a R$ 50 mil/mês. A alíquota é progressiva, chegando a 10% sobre rendimentos (incluindo dividendos) para quem ganha R$ 1,2 milhão ou mais por ano. “A taxação de super-ricos corrige a desigualdade fiscal brasileira, onde os mais ricos pagam proporcionalmente menos impostos que a classe média e trabalhadores”, destacou Zeca Dirceu.

(foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)

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