Saúde

Cirurgia refrativa menos invasiva amplia correção de miopia

Implante de lente corrige da baixa à alta miopia, é bem tolerado em quem tem córnea fina e olho seco.

Eutropia/Assessoria

O olho seco e a córnea fina impedem o sonho de se livrar dos óculos de 3 em cada 10 brasileiros que buscam pela cirurgia refrativa. Se este é seus caso, saiba que agora tem uma segunda chance de se libertar das armações. Isso porque, o implante dentro do olho de uma microlente, a EVO ICL, sem a retirada do cristalino passou a corrigir da baixa à alta miopia. Melhor ainda: Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier de Campinas, o implante mantém a córnea íntegra e pode ser retirado, sem problemas para seus olhos quando precisar operar a catarata.

O oftalmologista afirma que a epidemia de olho seco evaporativo causada pela exposição excessiva às telas aumentou a contraindicação da cirurgia refrativa a laser. Isso porque, explica, o laser secciona os nervos que estimulam a produção da lágrima. Por isso, quando na avaliação pré-cirúrgica diagnostica olho seco recomenda tratamento antes do procedimento. Ainda assim, comenta, pode ocorrer lubrificação insuficiente da córnea no período de recomposição desses nervos por um período de até três meses. Neste intervalo o paciente recebe acompanhamento mais intenso para prevenir cicatrizes que causam queda na acuidade visual.

Visão influi em outros sentidos

Queiroz Neto conta que recentemente foi surpreendido por uma jovem paciente que eliminou 6 graus de miopia em uma refrativa com a ICL e percebeu melhora até na audição. O oftalmologista afirma que ouvimos e enxergamos com o cérebro que funde todas as informações visuais e auditivas. Para ele, como a visão é nosso sentido dominante, o cérebro de uma pessoa que não enxerga bem gasta mais energia para processar o que vê e fica com baixa reserva cognitiva para processar as informações auditivas.

A tecnologia mais moderna é a melhor?

Nem sempre. Queiroz Neto afirma que cada olho é único. A avaliação da superfície ocular, do filme lacrimal, curvatura e espessura da córnea além da presença de outras comorbidades sistêmicas e oculares que influem na visão faz toda diferença na indicação da melhor técnica cirúrgica. Para altos míopes, com 6 graus ou mais de miopia, certamente a melhor opção em cirurgia refrativa é o implante da lente EVO ICL. Para uma parcela importante de mulheres que representam de 6 a 7 dos pacientes que chegam ao consultório com olho seco, por conta das flutuações hormonais e menopausa, também pode ser uma boa opção. O oftalmologista afirma que há casos de pacientes que têm a curvatura da córnea acima do normal e embora possa não ter sintomas importantes indica risco de desestabilização da córnea no futuro. Quando esta alteração ocorre em pacientes com baixo grau de miopia é indicado o PRK, técnica de cirurgia refrativa indicada para até 4 graus de miopia que embora tenha uma recuperação mais lenta do que o Lasik estabiliza a córnea.

Indicações

As principais indicações são: Miopia de até 18 e astigmatismo de até 6 graus; Idade entre 21 e 45 anos; Estabilidade de grau há pelo menos um ano; Diâmetro da pupila até 7 mm; Não ter passado refrativa a laser ou outro procedimento no segmento anterior dos olhos.

Contraindicações

Portadores de glaucoma ou outras alterações no nervo ocular; Gestação e mulheres em período de lactação; Baixa densidade de células na camada interna da córnea; Espaço raso entre a íris e o cristalino – câmara posterior do olho; Condições que prejudicam a cicatrização, como diabetes insulinodependente ou doenças autoimunes.

Queiroz Neto afirma que hoje a busca pela independência dos óculos é cada vez mais comum, mas a cirurgia refrativa não é sobre deixar de usar óculos, mas melhorar a qualidade de vida, finaliza.

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