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Sem receber desde março, médicos
do SAMU ameaçam parar dia 17

Profissionais divulgaram na manhã desta segunda-feira um manifesto sobre o drama da categoria

Da Redação

Sem pagamento desde o mês de março, médicos que atuam no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), das unidades de Cornélio Procópio, Jacarezinho e Ibaiti, podem cruzar os braços a partir de 17 de maio. Eles divulgaram na manhã desta segunda-feira (09), um manifesto à população e aos dirigentes dos 43 municípios atendidos pelos profissionais, alertando sobre a situação.

O manifesto fixa o dia 16 deste mês como data limite para que o problema seja resolvido. Se isso não ocorrer, os médicos garantem que vão suspender o atendimento.
Na ‘Carta Aberta’ a prefeitos, secretários de Saúde e à população do Norte Pioneiro, médicos relatam o drama vivido por profissionais da saúde no SAMU na região.

“Atualmente nos encontramos em situação extremamente delicada”, inicia o manifesto, assinalando que os médicos estão sem receber seus salários desde março deste ano, além de juros e multas referentes aos pagamentos feitos a partir de dezembro do ano passado, que não foram realizados no prazo estabelecido em contrato.

“Esta é a única fonte de renda de muitos de nós e dependemos desse pagamento para nossa subsistência e sustento de nossas famílias”, continua a nota, informando que, nesta segunda-feira, encaminharam notificações extrajudiciais à Ozz Saúde, empresa responsável pela contratação dos profissionais, Cisnop, Cisnorpi (Consórcio de saúde de Cornélio Procópio e Jacarezinho), Secretaria da Saúde do Paraná (SESA) e Conselho Regional de Medicina (CRM).

Os médicos informam que o contrato da Ozz Saúde com o Cisnop acaba dia 06 de junho. O texto expõe ainda que diversos veículos de comunicação de que o contrato poderá ser encerrado antes da data prevista pela constatação de diversas irregularidades cometidas pela empresa, prtov0pcando receio nos profissionais de que não receberão os atrasados e nem pelo trabalho que ainda será realizado.

“O cenário que se desenha, sem que haja intervenção imediata dos órgãos competentes, é um colapso na prestação de serviços de atendimento médico de urgência e emergência”, alerta o manifesto.

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