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Segundo turno é um fantasma
nas pretensões de Ratinho Junior

Avaliações neste sentido vêm de alguns políticos da base do governador, que teme presença de Filipe Barros na disputa

Da Redação

A filiação do ex-senador Roberto Requião ao PT e o lançamento de seu nome ao governo estadual, vitaminado pelo apoio do ex-presidente Lula, além de uma provável candidatura do deputado federal Filipe Barros, turbinado com o nada desprezível apoio do presidente Jair Bolsonaro, se transformam no grande pesadelo nas pretensões do governador Ratinho Junior de vencer a disputa no primeiro turno.

Esta tem sido a avaliação de importantes lideranças ouvidas prela reportagem da Tribuna do Vale, a maioria da própria base do governador, que estão antevendo dificuldades de Ratinho Junior na eventualidade de um segundo turno.

Os últimos dias têm sido agitados no interior do estado, especialmente no Norte Pioneiro, com a presença de deputados e pré-candidatos na corrida para consolidar suas bases visando as eleições deste ano. A maioria composta de lideranças da base do governador Ratinho Junior, que é pré-candidato à reeleição.

Todas as lideranças, até mesmo as mais próximas ao mandatário paranaense, concordam que uma eventual candidatura do deputado federal Filipe Barros, aliado mais próximo do presidente Jair Bolsonaro no Paraná, pode sepultar as intenções de Ratinho Junior de vencer a eleição no primeiro turno.

“Acho que, neste momento, o governador deve estar trabalhado para evitar essa candidatura com apoio do presidente Bolsonaro. É preciso levar em conta a fidelidade do eleitorado bolsonarista. Uma eventual presença do Filipe Barros na disputa, tem potencial real de abocanhar, pelo menos 20% do eleitorado. Com Requião na parada, apoiado por Lula, o segundo turno é uma tese real”, assinala um parlamentar da base do governador que prevê dificuldades à sua reeleição.

A reportagem omite a identidade das lideranças que aceitaram analisar o quadro, mas reconhecem que o atual governador ainda reúne a maior força na disputa, principalmente porque tem a seu favor os cofres do Estado, que tem mostrado benevolência escancarada nos últimos dias, distribuído fortunas a mais de 250 prefeitos paranaenses, a maior parte, dinheiro a fundo perdido.

A divulgação da primeira pesquisa de opinião da Radar, há cerca de duas semanas dá bem o tom do quadro. Na ocasião Filipe Barros já havia anunciado a pré-candidatura há cerca de um mês e meio, mas deixaram seu nome de fora da sondagem, algo visivelmente armado, mas que se transformou num fantasma para Ratinho, apontado por metade dos eleitores, mas praticamente sem adversário já que Requião, o segundo colocado com cerca de 20%, sequer havia assinado ficha de filiação ao PT.

Um deputado, entre os mais próximos de Ratinho, disse que, se incluído na pesquisa, a influência do presidente Bolsonaro teria transferido o mesmo percentual de Requião (20%), para Felipe Barros. Isso teria dividido o eleitorado conservador, parte dele que indicou o governador. “Ninguém me tira da cabeça que a presença do Filipe na pesquisa teria escancarado um quadro mostrando um segundo turno. O Ratinho que se cuide”, avaliou o parlamentar. “Vamos esperar a próxima sondagem”, concluiu, deixando escapar um sorriso de quem se diverte com a situação.

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