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Romanelli questiona transferência de R$ 70 milhões para ONG ambiental do Rio de Janeiro

Assessoria

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) manifestou nesta quarta-feira, 6, preocupação com a informação de que o Ministério Público Estadual (MPE) e o Ministério Público Federal (MPF) teriam autorizado a transferência de R$ 70 milhões que pertencem ao Estado para uma ONG sediada no Rio de Janeiro, para a elaboração de projetos de recuperação ambiental que serão realizados no Paraná.

O valor, indicou Romanelli, é parte de uma multa de R$ 200 milhões (em valores atualizados) pagos pela Petrobras a título de indenização pelo vazamento no oleoduto Olapa na Serra do Mar, em 2001. Cerca de 57 mil litros de derivado de petróleo escorreram pela Mata Atlântica, atingindo manguezais e várzeas de rios, além das baías de Antonina e Paranaguá.

“Se confirmada, essa decisão me parece um despropósito”, afirmou Romanelli na sessão da Assembleia Legislativa. Ele adiantou que vai requerer à Comissão de Meio Ambiente que busque as explicações necessárias para esclarecer os fatos. “Qual a razão de mandar R$ 70 milhões de um recurso que pertence ao Paraná para uma ONG no Rio de Janeiro?”, questionou.

Intransigência – Romanelli lembrou que no início da pandemia foi sugerido que os recursos da multa, depositados na Caixa Econômica Federal há mais de 15 anos, fossem utilizados em ações para o enfrentamento da covid-19, mas o pedido foi negado. “Apesar da boa vontade do MP, a promotora de Paranaguá foi intransigente no uso dos recursos”, explicou.

“Para minha surpresa, agora chega a informação de que uma parte muito relevante do dinheiro, R$ 70 milhões, vai para uma instituição carioca, como se o Paraná não tivesse ninguém competente para elaborar projetos na área ambiental”, disse Romanelli. Segundo ele, a instituição que pode receber os recursos é a FunBio, que tem sede na cidade do Rio de Janeiro e representação em Brasília.

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