Agronegócios

Produtores de soja seguram vendas confiantes na alta de preços

Agricultores esperam forçar os exportadores e as indústrias locais de processamento a pagar mais pelo produto

Armazém com soja recém-colhida em Sorriso (MT) 27/02/2008 REUTERS/Paulo Whitaker

PorGiuliane Nascimento

O Brasil é, atualmente, o maior exportador mundial de soja. Mesmo em meio ao aperto da oferta global, produtores da oleaginosa estão segurando vendas, pois acreditam que os preços podem subir ainda mais.

Segundo produtores e corretores, um dos motivo para o aumento nos preços é o temor de que o fenômeno climático La Niña limite a próxima safra na América do Sul. Além disso, as tensões políticas domésticas, que podem desvalorizar o real nos próximos meses também podem interferir nas vendas futuras.

Com isso, os agricultores esperam forçar os exportadores e as indústrias locais de processamento a pagar mais pelo grão, o que também pode elevar a inflação global de alimentos, levando a novos aumentos nos preços doe outras culturas, como o milho.

Segundo a consultoria Safras & Mercado, os produtores do Rio Grande do Sul e do Paraná, ainda têm cerca de 12,4 milhões de toneladas de soja da safra de 2021 pra vender, o que representa cerca de metade dos quase 25 milhões de toneladas ainda não comercializados.

No Rio Grande do Sul, os produtores haviam comercializado 62% da safra de soja 2021. Já no Paraná, as vendas atingiam 78%, dois pontos abaixo da média de cinco anos. O Rio Grande do Sul já havia comercializado 27% de sua safra futura, enquanto as vendas no Paraná atingiam 45%, em agosto do ano passado. Juntos, os dois Estados deverão colher cerca de 42,2 milhões de toneladas de soja em 2022, mas apenas 12% da produção futura já foi vendida antecipadamente.

Devido este cenário, o volume de soja pode limitar as exportações do Brasil à sua principal compradora, a China. Neste mês, o governo reduziu a estimativa para as exportações para 83,4 milhões de toneladas.

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