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Petrobras não sabe quando preço da gasolina vai estabilizar

De modo geral, todos os combustíveis serão continuamente impactados. Valor pode subir ainda mais devido à demanda e à baixa oferta.

Por Gabriela Stahler

Ainda não há perspectiva para regularizar o preço dos combustíveis. Foi o que disse na última quinta-feira (21) o gerente-geral de Comercialização no Mercado Interno da Petrobras, Sandro Barreto. Ele falou aos integrantes da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados.

Alta demanda
De acordo com o gerente-geral, existem pressões de aumento de consumo com o inverno no hemisfério Norte. Além disso, a aceleração global, por conta da amenização da pandemia também força a produção. Tudo isso pressiona o preço dos combustíveis em todo o mundo, pela questão da alta demanda.

O técnico informou que os países produtores de petróleo vêm aumentando a produção de derivados. Contudo, não há como saber se o ponto de equilíbrio entre oferta e a demanda está próximo. Foi o que informou a Agência Câmara de notícias.

O coordenador de Defesa da Concorrência da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Bruno Caselli também discursou. Ele afirmou que a alta de 28,2% do etanol está relacionada a opções sobre fabricar álcool ou açúcar. Ela também reflete a alta mundial de todos os produtos ligados ao setor de energia. No mesmo período, a gasolina subiu 16,5%.

Concorrência
Para o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, deputado Celso Russomanno (Republicanos-SP), ainda falta concorrência no setor de etanol. Ele pediu mais detalhes se já está sendo praticada a venda direta das usinas para os postos.

Sandro Barreto disse que, do preço médio da gasolina, de R$ 6,32, apenas R$ 2,18 são devidos à Petrobras. Os impostos estaduais e federais ficam com R$ 2,40; os distribuidores e revendedores, com R$ 0,69; e o anidro, com R$ 1,06.

Ele voltou a afirmar que a estatal tem preços livres, que seguem a flutuação internacional. “O mercado de commodities é extremamente volátil, nervoso. Taxa de câmbio também tem uma variação bastante intensa, às vezes de um dia para o outro. E o que a Petrobras busca na sua política de preços é justamente evitar o repasse dessa volatilidade imediata para a sua precificação no mercado brasileiro”, disse.

“O preço aumenta na Petrobras e rapidamente chega ao consumidor, por outro lado, quando diminui, sem sempre o cliente sente essa redução. Existem elos nessa cadeia produtiva que ainda são muito concentrados, e isso precisa ser debatido também”. Foi o que disse o coordenador-geral de Estudos e Monitoramento de Mercado Substituto da Secretaria Nacional do Consumidor, Paulo Nei.

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