Norte Pioneiro

Penitenciária vai transformar realidade de delegacias e carceragens

Obras, em Ribeirão do Pinhal, devem ter início este ano; projeto prevê construção de cadeia de segurança média com capacidade de 800 detentos 

Da Redação 


A construção de uma penitenciária com capacidade de 800 presos deve transformar a realidade de delegacias e carceragens existentes atualmente no Norte Pioneiro, que há muitos anos sofrem com falta de efetivo de agentes de segurança e superlotação de detentos.

A confirmação do projeto aconteceu nesta semana, quando o governo do Estado anunciou a construção da penitenciária para Ribeirão do Pinhal, com início das obras previsto para ainda este ano.

Segundo relatos constantes de agentes do Depen (Departamento Penitenciário) e policiais civis, hoje a realidade das carceragens da região é crítica – muitas delas dividindo o espaço físico com a Polícia Civil.

Neste contexto, a Polícia Civil há anos reivindicava a separação das estruturas e que o cuidado com os detentos deixasse de ser uma atividade de policiais, passando a agentes carcerários. A mudança começou quando algumas delegacias da região tiveram a separação, passando a atuar em prédios distintos de onde estão os presos – e estes, por sua vez, sendo administrados pelo Depen.

Não são poucos os problemas causados por esta situação nos últimos anos. Fugas, rebeliões, protestos de policiais e também de presos foram notícias recorrentes na última década em todo o Norte Pioneiro.

Carceragem da Cambará registrou fugas após um surto de Covid-19 entre detentos, durante o ano passado

Carceragens de Ribeirão do Pinhal, Jacarezinho, Cambará, Siqueira Campos, Santo Antônio da Platina e Ibaiti registraram graves problemas destas origens, que só começaram a ser amenizados com o Depen assumindo a gestão das estruturas.

Entretanto, o cenário ainda é preocupante. Há poucos dias a carceragem de Siqueira Campos foi desativada por total falta de segurança. Na oportunidade os detentos foram levados para a vizinha Wenceslau Braz.

Entretanto, o problema só mudou de lugar e poucos dias depois, revoltados com a superlotação e condições precárias, os detentos de Wenceslau Braz fizeram uma rebelião que só foi contida com a chegada de reforço policial.

A superlotação se repete em praticamente todas as estruturas carcerárias que existem hoje na região, em sua maioria instaladas em prédios antigos e que não foram projetados para esta finalidade.

Com a construção do presídio, com capacidade de 800 presos, a expectativa é que as carceragens onde existam equipes do Depen passem a atuar com o limite de presos previsto e que outras cadeias, em especial as que ainda estão sob responsabilidade da Polícia Civil, sejam finalmente desativadas. 

PROJETO

O projeto em questão prevê a construção de um presídio de segurança média em Ribeirão do Pinhal, em uma área às margens PR-439, distante cerca de 5 quilômetros da zona urbana, próxima ao trevo que liga Ribeirão do Pinhal à Abatiá e Santo Antônio da Platina.

A penitenciária, exclusivamente para detentos do sexo masculino, será única no Estado e contará com automação e tecnologia, possibilitando melhor monitoramento e maior segurança, dentro e fora do presídio.

Para executar a obra serão investidos R$ 48 milhões, com recursos do governo federal. A penitenciária deve gerar cerca de 120 empregos diretos em Ribeirão do Pinhal. A secretaria estadual de Segurança não divulgou o prazo para entrega da obra. 

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