Pinhalão

Justiça Federal liberta os quatro acusados de fraudes em Pinhalão

Acusados, entre os quais o ex-prefeito Claudinei Benetti, vão responder a processo por desvios de dinheiro público em liberdade

Da Redação

Justiça Federal da 4a Região do Paraná, acatou nesta segunda-feira (07), pedido da defesa interposta pelos advogados Cesar de Mello e Renê Leal, concedendo liberdade ao ex-prefeito de Pinhalão, Claudinei Benetti e os demais acusados em fraudes contra a União, Sidnei Bueno de Oliveira, Levi Maria da Cunha, e Manoel Carlos de Carvalho Oliveira.

Eles haviam sido presos no último dia 03 de dezembro, pela Policia Federal, por ordem da Justiça Federal, na operação “Café Expresso”. Os advogados Cesar de Mello e Renê Leal, responsáveis pela defesa, conseguiram a revogação das prisões e agora acusados responderão às acusações em liberdade.

Todos foram postos em liberdade na tarde de hoje e já retornaram às suas residências. A decisão concessiva da liberdade foi proferida pela Juíza Federal Substituta Sandra Regina Soares, da 9a Vara Federal de Curitiba.

As prisões
Os quatro acusados foram presos temporariamente, entre elas o ex-prefeito de Pinhalão, Claudinei Benetti, detido na cidade de Garça (SP). Outros dois foram presos em Pinhalão e um terceiro em Pinhais, região Metropolitana de Curitiba.
A operação deflagrada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quinta-feira (3), que investiga desvios de R$ 4 milhões na prefeitura de Pinhalão, no Norte Pioneiro do Paraná.
Segundo a PF, o valor foi desviado de um repasse de R$ 13 milhões pagos pela União ao município para a realização de seis obras na cidade, entre 2010 e 2015.
Também foram cumpridas 23 ordens de busca e apreensão, expedidas pela 9ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, em cidades do Paraná, São Paulo e Minas Gerais.
O Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) colaboraram nas investigações.
As ordens de busca e apreensão foram cumpridas nos municípios paranaenses de Pinhalão (12 mandados); Joaquim Távora (três); Tomazina (dois); Pinhais e Umuarama (um cada).
Frigorífico do Peixe
A operação denominada “Café Expresso” investiga desvios de recursos públicos de R$ 4 milhões, oriundos da União, recebidos pela Prefeitura de Pinhalão para aplicação em obras daquela cidade, entre as quais o chamado Frigorífico do Peixe, projeto que tinha objetivo de incentivar a piscicultura comercial numa das regiões mais pobres do Paraná.
O empreendimento beneficiaria dezenas de cidades, mas acabou sendo inviabilizado por desmandos e desvios ocorridos durante a construção e aquisição de equipamentos.

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