Santo Antônio da Platina

Zezão não vai reajustar auxílio alimentação dos servidores

Revoltado, vereador Genivaldo Marques diz que prefeito nomeia diretor que vai receber maior salário da administração

Vereador Genivaldo Marques (PSDB)
CRÉDITO: Antônio de Picolli 

Da Redação


O prefeito de Santo Antônio da platina, José da Silva Coelho Neto, o Professor Zezão (PHS), através de um despacho assinado pelo secretário de Finanças, Celso Dias de Oliveira, informou à Câmara de Vereadores, que não vai conceder o reivindicado reajuste do auxílio alimentação, que permanece no mesmo valor de R$ 406 desde que foi criado no ano de 2014, na gestão do ex-prefeito Pedro Claro de Oliveira Neto (PSD).

A administração municipal alega não ter condições financeiras para promover a atualização do valor do benefício, informando que atualmente a prefeitura gasta R$ 4,8 milhões por ano para bancar o auxílio alimentação, valor que seria elevado para R$ 6,2 milhões, caso atendesse a reivindicação.

Para justificar a decisão, Celso Dias de Oliveira realizou uma pesquisa junto às prefeituras de municípios vizinhos que oferecem o mesmo benefício aos servidores municipais. Enquanto Santo Antônio da Platina paga mensalmente o valor de R$ 406, em Jacarezinho o mesmo benefício seria de R$ 100; em Ribeirão Claro de R$ 150; e, Guapirama, R$ 125.

O vereador Genivaldo Marques (PSDB), que defende o reajuste do auxílio alimentação aos servidores, não esconde sua revolta pela negativa do prefeito e classifica o gesto de Zezão, como “um tapa na cara dos funcionários municipais”, ao negar um direito dos trabalhadores, mas dá um presente a um assessor que ocupa a diretoria de Gestão, que, ao aposentar-se, reassume o cargo com um salário bruto de R$ 19.414,89,valor quase duas vezes a remuneração do próprio prefeito.

Marques se refere ao diretor Joubert Brito, que recentemente se aposentou como servidor de carreira e foi renomeado para o mesmo departamento de Gestão. Juntando os valores que recebe do INSS, complementação de aposentadoria através do fundo municipal, remuneração como secretário e auxílio alimentação, soma-se mais de R$ 19 mil. “O prefeito nega um pequeno reajuste aos servidores municipais, mas concede essa bolada para o assessor. Esse é o governo dos ricos”, desabafa.

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