Santo Antônio da Platina

Vereadores querem ganhar R$ 4,2 mil e aumentar para 13 cadeiras na Câmara

Projetos de lei são analisados pelas Comissões e não têm data para serem votados; vereadora pede retirada

Público compareceu na sessão ordinária na segunda-feira (17), mas pouco ouviu sobre as matérias legislativas
CRÉDITO: Luiz Guilherme Bannwart

Luiz Guilherme Bannwart


A sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Santo Antônio da Platina,
realizada na noite de segunda-feira (17), contou com um público um pouco
mais expressivo do que o habitual para acompanhar os debates envolvendo dois projetos de lei polêmicos apresentados pela Mesa Diretora da Casa na reunião anterior, que preveem aumentos dos subsídios dos agentes políticos, vereadores, prefeito e vice-prefeito, além da ampliação do número de ocupantes do Legislativo, dos atuais nove, para 13 membros.

O assunto, no entanto, só não passou ‘batido’ em plenário porque a vereadora Miriam Montanheiro (Podemos) solicitou a retirada dos projetos da votação.

Ao fazer uso da tribuna, Miriam pediu desculpas ao público presente e aos
ouvintes da Rádio Difusora FM pela falta de respeito entre os vereadores,
principalmente durante as últimas sessões ordinárias, cobrando mais
seriedade aos companheiros, que segundo ela, estariam mais preocupados
em se reelegerem nas próximas eleições do que com projetos em benefício
da população.

“É muito triste ouvir nas ruas que temos a pior Câmara de Vereadores da
história de Santo Antônio da Platina. O cenário político nacional é bastante
crítico, assim como a economia do País.

O momento é inoportuno para se falar em aumento dos subsídios, bem como o número de cadeiras nesta Casa. Por isso eu peço aos senhores vereadores, que retirem os respectivos projetos de votação”, conclamou Miriam.

Atualmente os vereadores platinenses recebem o menor salário entre as
câmaras legislativas da região, equivalente a um salário mínimo, ou seja,
R$ 998,61. Descontando os encargos, cada um recebe líquidos R$ 918,73.
Pela proposta, o subsídio voltaria aos valores válidos até dezembro de 2016, que era de R$ 3.745,06, acrescido da variação do IPCA, passando à R$ 4.251,73 a partir de 1º de janeiro de 2021.

A mesma proposta prevê reajustar os atuais subsídios do prefeito e vice- prefeito. No caso do chefe do Executivo, passaria dos atuais cerca de R$ 14
mil para R$ 18 mil, enquanto que o vice sairia do atual salário mínimo, R$998,61 para R$ 5.500.

O prefeito José da Silva Coelho Neto (PHS), entretanto, ponderou que o momento nacional de incerteza econômico indica um quadro pessimista aos municípios, recomendando cautela no aumento de despesas, razão pela qual, ressalvado a independência legislativa, sugeriu que a matéria seja discutida posteriormente.

As propostas foram assinadas pelos vereadores Odemir Jacob (PHS) (presidente), Rudinei Esteves (MDB), Luiz Flávio Maiorky e Genivaldo Marques, (ambos PSDB). Contudo, as matérias apenas foram lidas em plenário e ainda serão submetidas às comissões internas sem prazo para a apreciação em plenário.

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