Economia Paraná

Varejo paranaense volta a registrar abertura de lojas após quatro anos

Levantamento da CNC e Fecomércio PR mostra que o Paraná registrou saldo de 762 novas lojas em 2018

O Paraná está no topo da geração de empregos formais no país
CRÉDITO: PEGN

De: Karla Santin


Depois de quatro anos de recessão, finalmente o varejo do Paraná e do Brasil teve aumento líquido no número de lojas. De acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), o saldo de aberturas e fechamentos de lojas com vínculos empregatícios no comércio do Paraná em 2018 foi positivo, com 762 novos estabelecimentos comerciais.

Em 2017, foram registrados 951 fechamentos de empresas no Estado. Nos anos anteriores, o cenário estava ainda pior: em 2016, 8.309 lojas encerraram suas atividades, e em 2015 foram 9.643.

O varejo nacional ganhou 8,1 mil novas lojas no ano passado e começa a reverter a redução sofrida entre os anos de 2015 e 2017, em que o setor acumulou fechamento líquido de 223 mil estabelecimentos comerciais por conta da recessão.

A abertura de novos empreendimentos está relacionada à recuperação da atividade econômica. O varejo paranaense apresentou em 2018 o primeiro aumento real no volume de vendas desde o início da crise, em 2014. Além disso, o Estado está no topo da geração de empregos formais no país. São mais de 40 mil postos de trabalho abertos no ano passado de acordo com o Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged), o melhor resultado dos últimos quatro anos.

A reação do setor se difundiu por todo o país. Em 15 das 27 unidades da Federação foram registradas mais aberturas do que fechamentos de estabelecimentos comerciais, destacando-se de forma positiva os Estados de São Paulo (+3.883), Santa Catarina (+1.706) e Minas Gerais +940), Mato Grosso (+785) e o Paraná, em quinto lugar, com 762 novas lojas.

Por outro lado, o Rio de Janeiro – responsável por 9% tanto do faturamento quanto da força de trabalho do varejo nacional – voltou a se destacar negativamente (-997). Ainda assim, nessa unidade da Federação, o fechamento líquido de lojas com vínculos empregatícios foi 83% menor do que o saldo de 2017 (-5.971).

Para 2019, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta crescimento de 5,8% no volume de vendas do varejo brasileiro. Levando-se em conta esse cenário e a defasagem existente entre o crescimento das vendas e a natural contrapartida na abertura de novos pontos de venda no varejo nacional, a expectativa da entidade é de que, ao fim deste ano, aproximadamente 23,3 mil novos estabelecimentos com vínculos empregatícios sejam abertos no setor. Confirmada essa expectativa, o ano de 2019 apresentará, portanto, o maior saldo de abertura de lojas desde 2013.

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