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UTI do Hospital Regional deve operar em 90 dias, prevê Funeas

Instituição negocia credenciamento de profissionais e aquisição de equipamentos

Segundo Machado, a Funeas está negociando com a gestão da UTI, com a Pró-vida União de Serviços Médicos Ltda – Foto: Antônio de Picolli

Da Redação

A Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Regional do Norte Pioneiro (HRNP), com sede em Santo Antônio da Platina, deverá entrar em operação num prazo estimado em 90 dias. É o que informou na tarde desta quinta-feira (25), o presidente da Funeas – Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Estado do Paraná, Marcelo Machado, pouco antes da reunião dos prefeitos da Amunorpi – Associação dos Municípios do Norte Pioneiro, no Parque de Exposições do Norte Pioneiro, nesta cidade.

A Funeas é a entidade credenciada pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA) para gerir vários hospitais regionais, entre os quais, o do Norte Pioneiro. Segundo Machado, além da parte jurídica, já que uma liminar judicial suspendeu o contrato de prestação de serviço assinado entre a entidade e uma empresa de Santo Antônio da Platina, a Funeas está negociando com o Hemocentro do Paraná a instalação no Hospital Regional de uma agência transfusional, com estrutura interna e permanente para transfusões de sangue. Além deste investimento, consta ainda a disponibilização de uma ambulância UTI.

Contratação de pessoal

Segundo Marcelo Machado, a Funeas está negociando com a empresa vencedora da licitação para a gestão da UTI, a Pró-vida União de Serviços Médicos Ltda, a suspensão do contrato assinado no final do ano passado e a contratação dos profissionais por credenciamento. Isso vai permitir acelerar a entrada em funcionamento da unidade, para, numa etapa seguinte, realizar novo procedimento licitatório.

Esta é a saída jurídica para eliminar o entrave para a UTI funcionar, já que existe uma disputa jurídica sem previsão de conclusão. Na prática a licitação realizada no ano passado será anulada e, com isso, abre caminho para uma solução negociada.

Impasse

O impasse gerado em torno da UTI do Hospital Regional poderia ter sido evitado caso a unidade tivesse sido colocada em operação logo pós a assinatura do contrato com a empresa vencedora da licitação realizada no segundo semestre de 2018, pela Funeas.

A vencedora da licitação, a Pró-Vida, que tem como diretor o médico Anderson Hinterlang, assinou contrato com a gestora no dia 22 de novembro de 2018, estando apta a iniciar imediatamente o atendimento a pacientes graves que necessitassem de UTI. Todos os trâmites legais estavam conclusos, os equipamentos ajustados e as equipes treinadas para operar a UTI que possui 10 leitos. Inexplicavelmente, entretanto, a direção do hospital à época não iniciou as atividades da unidade de emergência, o que acabou impossibilitado por conta de uma liminar judicial obtida por uma das empresas perdedoras. Espera-se que, agora, haja uma solução permanente para o impasse

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