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Usina de Itaipu chega a 50 milhões de megawatts-hora

Da Assessoria


Hidrelétrica também bate recorde sobre recorde de eficiência operacional. Todo esse montante produzido poderia atender o mundo inteiro por 19 horas.

A usina de Itaipu chegará aos 50 milhões de megawatts-hora (MWh) acumulados no ano, nesta sexta-feira (28). A marca será atingida um dia depois da visita prevista do presidente Jair Bolsonaro à hidrelétrica, localizada na fronteira do Brasil com o Paraguai. A agenda presidencial desta quinta-feira (27) inclui solenidade de lançamento da pedra fundamental da BR-469, a Rodovia das Cataratas, e visita à binacional.

Em 2020, Itaipu tem registrado a melhor produtividade de toda a sua história, em 36 anos de operação. Ou seja, está conseguindo produzir mais energia com menos água, otimizando toda a matéria disponível para a geração. Neste ano, o índice de produtividade chega a 1,09 megawatt médio (MW médio) por metro cúbico de água por segundo, ante 1,070 MW médio por m3/seg em 2019, até então o melhor desempenho registrado anualmente.

Os índices de disponibilidade (máquinas prontas para gerar), indisponibilidade forçada (parada de máquina), assim como melhor produtividade mensal, seguem o mesmo ritmo positivo.

Para o diretor técnico executivo de Itaipu, engenheiro Celso Torino, essa marca chega acompanhada de ótimos números. “Nossa equipe binacional tem se dedicado dia a dia para se superar na segurança dos ativos e na otimização da produção. A busca por fazer mais energia com a mesma quantidade de água se traduz na produtividade que estamos colhendo nesse biênio de 2019-2020.”

O diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna, complementa: “num ano atípico de pandemia e seca histórica, atingir essa marca comprova que toda nossa gente tem se esforçado para manter os bons índices que reforçam a posição de Itaipu como benchmarking. Toda a equipe está de parabéns.”

Comparativos

A produção de 50 milhões de MWh em Itaipu durante 2020 seria suficiente para atender o consumo de energia do mundo por 19 horas; do Brasil, por um mês e uma semana (ou 37 dias); da cidade de São Paulo, por um ano e 10 meses; do Paraguai, por três anos e seis meses; do Estado do Paraná, por um ano e sete meses; ou, ainda, por um ano 86 cidades do porte de Foz do Iguaçu.
No Brasil

Na comparação com a produção total de 2019 das maiores usinas do Sistema Nacional Brasileiro, os 50 milhões de MWh registrados até agora pela Itaipu, em 2020, representam o dobro da geração da usina de Belo Monte; 1,7 vez a geração da hidrelétrica de Tucuruí; três vezes a produção da UHE Jirau; 2,9 vezes a da usina de Santo Antônio; 3,9 vezes a da usina de Ilha Solteira; e 6,3 vezes a geração da usina de Xingó.

Vale ressaltar que a usina totalmente brasileira que mais produziu no ano de 2019 foi a de Tucuruí, com cerca de 29 milhões de MWh, seguida da hidrelétrica de Belo Monte, com aproximadamente de 25 milhões de MWh.

No acumulado desde 1984, Itaipu já produziu mais de 2,7 bilhões de MWh. Em 2019, também no acumulado, Três Gargantas, na China, havia gerado 1,2 bilhão de MWh. Já a venezuelana Guri produziu 1,6 bilhão de MWh.
A Itaipu

Com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, 2,7 bilhões de MWh. Em 2016, a usina brasileira e paraguaia retomou o recorde mundial anual de geração de energia, com a marca de 103.098.366 MWh. A hidrelétrica é responsável pelo abastecimento de aproximadamente 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 90% do Paraguai.

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