Destaque Santo Antônio da Platina

Um ano depois, empresário sofre atentado similar ao que é acusado

S.A.PLATINA

Ex-funcionário da American Group chegou a disparar contra Lucas Leite Lima, mas arma falhou

Empresário Lucas Lima foi vítima de tentativa de homicídio nesta quarta-feira. Foto Antônio de Picolli

Da Redação

O empresário Lucas Antônio Rosa Leite Lima, de 35 anos, diretor proprietário da empresa de call center (telemarketing) American Group (AMG), de Santo Antônio da Platina, sofreu, no final da tarde desta quarta-feira (17) uma tentativa de homicídio praticada pelo ex-funcionário de sua firma, Leandro Rodrigues dos Santos, que chegou a disparar o revólver calibre 32 que portava, mas a arma falhou.

O que chama a atenção é que, no dia 12 de abril do ano passado, há exatamente um ano, outra empresária de call center, Jeniffer de Freitas Vieira, sofreu atentado semelhante, tendo sido ferida com três tiros disparados de dentro de um veículo estacionado nas proximidades de sua residência, na Vila Claro. A vítima atual é o principal suspeito da tentativa de homicídio contra a concorrente.

Agressão
Lucas Lima contou em depoimento à Polícia Civil, que Leandro Rodrigues estava parado na calçada do Residencial Morumbi, onde reside o empresário. Ao parar o carro, o agressor foi em sua direção, abriu a porta do veículo, sacou a arma e teria dito que ele “iria morrer”, apertando o gatilho do revólver, que para sua sorte, não detonou o cartucho.

Lucas Lima, em seu depoimento, disse ainda que entrou em luta corporal com o ex-funcionário, segurando a arma para impedi-lo de disparar novamente. Neste momento o agressor mordeu sua cabeça na tentativa de livrar a arma, quando o empresário afirma ter sacado um spray de pimenta e acionando contra Leandro Rodrigues, momento em que aproveitou para fugir do local, sendo socorrido por uma pessoa que passava pela rua e levado ao hospital.

Lucas Lima também contou que, ao embarcar no veículo, ainda viu o agressor empreender fuga em uma motocicleta. O empresário, porém, não revelou as motivações que teriam levado o ex-funcionário a tentar assassiná-lo.

Caso parecido

A tentativa de homicídio contra a empresária Jeniffer de Freitas Vieira, há pouco mais de um ano, até hoje não foi desvendado. O inquérito policial aberto na 38ª Delegacia Regional de Santo Antônio da Platina aguarda o resultado da perícia, a cargo do Instituto de Criminalística do Paraná, em Curitiba. O crime, segundo testemunhas, teria sido motivado por supostos interesses comerciais no setor de telemarketing. A polícia, no entanto, não descarta outras hipóteses que também são investigadas, pois a empresária Jeniffer Freitas foi funcionária de Lucas Leite Lima e passou a concorrer com ele, o que supostamente teria motivado a vingança.

As imagens do carro utilizado no crime obtidas pela Polícia Civil foram encaminhadas ao Instituto de Criminalística do Paraná, que também deve analisar os objetos e documentos apreendidos na casa e na empresa do empresário Lucas Leite Lima, suspeito de ter encomendado a morte de Jeniffer Vieira.

A marca e o modelo do veículo, bem como o conteúdo do material apreendido durante os cumprimentos judiciais nos endereços do empresário Lucas Leite Lima, não foram informados pela Polícia Civil para não atrapalhar as investigações, que aguardam o processo de conclusão dos laudos periciais.

Empresário nega

O diretor da American Group, Lucas Leite Lima, que chegou a ser preso no início das investigações, nega qualquer relação com a tentativa de homicídio que vitimou a empresária Jeniffer de Freitas Vieira. O empresário sempre sustentou que as suspeitas contra ele são infundadas. Este novo episódio envolvendo o atentado contra Lucas Lima vem adicionar mais tempero num molho pra lá de condimentado.

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