Santo Antônio da Platina

Três meses depois, parentes ainda aguardam fim da investigação de tragédia na BR-153

Perícia em tacógrafo de caminhão envolvido no acidente ainda não foi entregue à Polícia Civil

Murilo, Juliana, Nina, Lorena e Fábio; vítimas da tragédia no dia 3 de janeiro na BR-153
CRÉDITO: Arquivo

Luiz Guilherme Bannwart


Carro em que as vítimas viajavam ficou completamente destruído
CRÉDITO: Arquivo/Antônio de Picolli

A dor de parentes e amigos pela morte trágica de quatro jovens e uma criança de apenas um ano e dois meses no dia 3 de janeiro, na BR-153, em Santo Antônio da Platina, só aumenta a cada dia com a morosidade do Instituto de Criminalística do Paraná, que ainda não apresentou à Polícia Civil o resultado da perícia no tacógrafo do caminhão envolvido no acidente fatal. O documento é fundamental para esclarecer os fatos e encerrar as investigações iniciadas há três meses. 

A tragédia aconteceu no km 51 da rodovia federal e vitimou Fábio Ricardo Mialski de Oliveira Júnior, 27, Lorena Ribeiro Basílio, 23, Murilo Augusto Rosendo de Oliveira, 26, Juliana Barros Wolf, 25, e Nina D’el – Rei Rosendo, de apenas um ano e dois meses. Todos viajavam em um Ford Fiesta, com destino a Curitiba, e morreram na hora. O carro das vítimas bateu de frente com uma carreta, com placas de Lins-SP, que teria invadido a pista contrária. O motorista teve ferimentos leves.

O delegado responsável pelo caso, Rafael Guimarães, disse que o motorista do caminhão e testemunhas foram ouvidas e que depende apenas do resultado da perícia para concluir os trabalhos. “A Polícia Civil iniciou imediatamente as investigações, mas dependemos de provas técnicas para concluir o inquérito policial, especificamente a perícia feita no tacógrafo do caminhão”, explica o titular da 38ª Delegacia Regional de Polícia sem estipular prazo. 

De acordo com a própria Polícia Civil, os serviços no Instituto de Criminalística do Paraná estão sobrecarregados por conta do número insuficiente de profissionais para atender a demanda. Nos casos de homicídios, por exemplo, os resultados periciais de confrontos balísticos podem demorar até cinco. O governo estadual, por sua vez, informa que todas as medidas estão sendo tomadas com urgência para solucionar o problema.

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