Figueira

Trabalhadores ameaçam invadir termelétrica da Copel em Figueira

Advogado conseguiu controlar situação, mas adverte que clima é tenso na cidade de Figueira

Divulgação

Benedito Francisquini – Da Tribuna do Vale

Trabalhadores das obras de ampliação da Usina Termelétrica de Figueira, pertencente à Copel, no Norte Pioneiro do Paraná, ameaçam invadir as instalações da unidade revoltados pela falta de definição da companhia com relação aos salários dos operários, há dois meses atrasados, e pela paralisação das obras. O alerta foi feito no início da noite desta terça-feira pelo advogado Edmilson Marques, de Ibaiti, que representa cerca de 90 trabalhadores da empresa Entep, cujo contrato com a Copel foi reincidido.

Marques disse que conseguiu controlar os ânimos dos trabalhadores, mas está pessimista com o que pode acontecer nas próximas horas já que o clima de desespero é generalizado, pois muitas famílias estão sem recursos até mesmo para se alimentas. “O clima é tenso e existe ameaça real de invasão e destruição das instalações da usina. Hoje teríamos um encontro com a diretoria da Copel, que acabou não ocorrendo. Isso piorou a situação”, alerta.

Incitação

O advogado encaminhou ao jornal dois áudios em que um diretor da Entep encaminhou para o encarregado das obras, primeiro desrespeitando-o com palavras chulas e ofensivas, para, na sequência, incitar o trabalhador a “invadir o canteiro de obras e quebrar tudo”. Edmilson Marques pretende apresentar os dois áudios às autoridades, para providência.     

Cronologia

Os cerca de 90 trabalhadores, funcionários da empresa Entep, responsável pela reforma e ampliação da usina termoelétrica da Copel, estão em estado de pânico desde o início da manha de sexta-feira (6), quando chegaram ao local da obra e foram recepcionados por um grupo de policiais militares que impediu a entrada deles no canteiro de obras.

Sem saber o que fazer os operários ligaram para o advogado Edmilson Marques, de Ibaiti, que foi ao local e conseguiu acalmar os ânimos, evitando maiores complicações num eventual conflito entre PMs e trabalhadores. “Graças a Deus os ânimos foram serenados e tudo terminou bem”, assinalou o advogado, em mensagem enviada a Tribuna do Vale.

“Ocorre que a Copel rescindiu de forma unilateral o contratado administrativo com a empresa Entep, e a referida empreiteira deixou dezenas de funcionários abandonados, sem recebimento de seus salários. E até mesmo impedidos de entrar na obra para resgatarem seus pertences”, protestou Edmilson, assinalando que os funcionários estão sendo vítimas de injustiça.

Segundo o advogado, a crise envolvendo a empreiteira Entep se arrasta há meses. Sem salários, alguns funcionários, no mês de outubro, fizeram um acordo trabalhista de rescisão contratual homologado na Justiça do Trabalho, com pagamentos de direitos trabalhistas, mas a empresa não cumpriu o acordo.

O caso agora é ainda mais grave, pois, Edmilson Marques, muitas famílias vieram de outras regiões atraídas pela promessa de emprego e vida digna, mas agora estão ao relento, a maioria tendo dificuldades de subsistência básica como alimentação e saúde. “Além do sofrimento de dezenas der pessoas e suas famílias, temos que constatar políticos de Figueira querendo tirar proveito da situação”, lamenta.

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