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Tecnologia em teste auxilia monitoramento de desastres

O radar meteorológico Banda X vai monitorar a Região Metropolitana de Curitiba a partir de março, fornecendo dados, minuto a minuto, para ações de prevenção de desastres naturais. O equipamento cedido ao Governo do Estado pela empresa Japan Radio Company (JRC) está instalado na sede do Simepar. Em fevereiro, passa por uma fase de adaptação, calibração das informações e testes, e começa a funcionar efetivamente, enviando informações precisas, a partir de março.-.Curitiba,01/02/2018. Foto:Jaelson Lucas / ANPr

Da Agência Estadual

O monitoramento das condições de chuvas e das áreas de atenção de deslizamentos de parte da Região Metropolitana de Curitiba foi intensificado no último ano, com a instalação de um radar Banda X na sede do Simepar, em Curitiba.

O balanço de um ano de funcionamento do equipamento, fruto de uma parceria do Governo do Estado com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), foi apresentado nesta segunda-feira (22) em um seminário no Palácio das Araucárias, na capital paranaense.

O radar, cedido sem custos pela empresa Japan Radio Company (JRC), é operado pelo Simepar e amplia o sistema de alertas da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil. Ele faz o monitoramento meteorológico a cada minuto de uma área da região metropolitana, incluindo o processamento das informações que indiquem a possibilidade de ocorrências de deslizamentos e inundações.

O secretário de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Luiz Felipe Carbonell, afirmou que o equipamento aprimora a estrutura de prevenção de desastres do Estado. “Convênios como este são fundamentais para a prevenção de risco de desastres, é uma área onde devemos despender os maiores esforços e recursos”, disse.

FERRAMENTA – O software utilizado também é auto-atualizado a partir de eventos de chuva combinados com a ocorrência de deslizamentos, calibrando as informações a cada nova situação. Isso permite que haja mais uma ferramenta para indicar a possibilidade de situações que possam afetar a população.

“O equipamento é calibrado para as ações de Defesa Civil na região, incluindo condições de relevo, temperatura e pressão que ajudam na previsibilidade de eventos e na prevenção de desastres”, explicou o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Ricardo Silva. Ele destacou que o equipamento deve operar por mais três anos no Estado sem custos.

“Depois de um ano utilizando o radar Banda X, entendemos que ele é um bom equipamento, atende à necessidade de monitoramento e tem um bom parâmetro de entrada no modelo de deslizamento”, avaliou o diretor-executivo do Simepar, Cesar Beneti. “Mas entendemos também que um ano de dados para melhorar a estimativa e avaliar sua eficácia ainda é pouco, por isso é importante a continuidade da parceria”, afirmou.

MONITORAMENTO – Junto com a instalação do radar, a Defesa Civil desenvolveu um projeto maior nos municípios de Colombo, Almirante Tamandaré, Rio Branco do Sul, Itaperuçu e Campo Magro, com o mapeamento de áreas de atenção de deslizamento e cadastro das famílias que vivem nesses locais para o envio de alertas direcionados.

O levantamento leva em conta especificidades dos moradores – se há alguém com deficiência, que use medicamentos de uso contínuo e mesmo o número de animais de estimação nas casas. Essas informações facilitam o abrigamento das famílias em casos de desastres.

O Estado prevê ainda adquirir novos radares Banda X para melhorar o sistema de monitoramento do Paraná, que já tem uma cobertura completa de metereologia. Eles seriam instalados na Região Metropolitana de Curitiba, com foco também no Litoral, e nas cidades de Londrina e Maringá.

O Simepar também opera dois radares Banda S, que têm um alcance maior e estão instalados em Teixeira Soares, no Centro-Sul, e em Cascavel, no Oeste do Estado. “O Banda X é utilizado para o monitoramento de tempestades nas regiões urbanas, em locais de difícil acesso ou onde o radar de longo alcance não detecta bem. O Simepar trabalha com a integração de informações, e o Banda X complementa bem isso”, acrescentou Beneti.

PRESENÇAS – O seminário contou com a presença do representante-chefe da JICA no Brasil, Hiroshi Sato e de representantes da JRC e das Defesas Civis de São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

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