Jacarezinho Santo Antônio da Platina

Técnicos do IAP tentam conter vazamento de diesel no rio Ubá

Profissionais do instituto utilizam mantas especiais para contenção do óleo; água ainda é imprópria para consumo

Mantas de absorção importadas estão sendo utilizadas para drenar o óleo
FOTO: Antônio de Picolli

Dayse Miranda, especial para Tribuna do Vale


Uma empresa especializada trabalha diariamente com mantas especiais na contenção do derramamento de óleo diesel no Rio Ubá – localizado à margem da BR-153 – entre Santo Antônio da Platina e Jacarezinho. Há cinco dias, um caminhão que transportava 40 mil litros do combustível sofreu um acidente, vindo a óbito o condutor e consequentemente o vazamento de parte da carga no local.

Técnicos trabalham diariamente no local fazendo a retirada do resíduo
FOTO: Antônio de Picolli

Por se tratar de alta declividade, o óleo se espalhou rapidamente pela pista e por meio das canaletas escorreu pela margem do Rio Ubá (a 400 metros do local do acidente), atingindo o leito do rio. O produto tóxico e inflamável foi prontamente contido na pista para evitar danos ao meio ambiente. Porém, segundo o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), por mais que o serviço de contenção esteja sendo realizado com sucesso, a água ainda está imprópria para consumo devido ao forte cheiro no local.

A empresa Imperador Transporte, de São Luiz Gonzaga (RS) – que se envolveu no acidente – contratou a firma Suatrans (SP) especializada em atuar nos serviços de contenção. De acordo com o gerente técnico da empresa terceirizada, Tico Padilha, a transportadora se preocupou na manutenção diária das barreiras de contenção para evitar danos ao meio ambiente. O material utilizado são mantas de absorção importadas e específicas para drenar esse tipo de resíduo. O monitoramento será realizado até quando o IAP achar necessário.

Mantas de absorção importadas estão sendo utilizadas para drenar o óleo
FOTO: Antônio de Picolli

Padilha destaca que as informações veiculadas não condizem com a realidade, afinal não houve derramamento de 45 mil litros de óleo diesel, mas sim de aproximadamente 30 mil, e que destes, cerca de 20 mil litros já foram contidos. Ou seja, a parte que poderia afetar o meio ambiente é de 10 mil litros de óleo diesel. “Estamos com três pontos de bloqueio específicos onde há uma equipe diariamente no local fazendo a retirada do óleo. O rio não apresenta coloração turva e a parte principal da contenção esta sendo realizada na margem”, detalhou o gerente técnico.

É importante frisar que o descarte destes materiais (resíduos de classe 1) estão sendo feitos em aterros privados com licença ambiental especial, em Curitiba e Londrina. Além disso, durante o período de contenção serão realizadas várias amostras de material para análise laboratorial, com a finalidade de atestar se há indícios de poluentes na água.

Técnicos trabalham diariamente no local fazendo a retirada do resíduo
FOTO: Antônio de Picolli

Em nota, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) informa que continua prestando atendimento ao vazamento de óleo diesel no Rio Ubá. Devido ao cheiro de óleo ao longo do corpo hídrico, a água não pode ser utilizada até nova orientação do IAP, evitando problemas de saúde à população local. Além disso, a nota informa que a multa para a empresa responsável será aplicada após conclusão da dimensão dos danos ambientais causados.

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