Carlópolis

Taxista perdeu mais de R$ 750 mil em golpe

Advogados, junto com funcionário de cartório, falsificaram assinatura de juíza e sacaram dinheiro na Caixa

Da Redação


Após tomar conhecimento, através de reportagem publicada na Tribuna do Vale, edição de terça-feira (26), de que a Justiça, atendendo solicitação do Ministério Público Estadual (MPE), havia decretado a prisão preventiva dos advogados Daverson Moura Seraphim e Sandro Moretti Jusselino e do funcionário do Cartório Cível da comarca de Carlópolis, Anderson Luiz de Oliveira, o taxista Francisco Cunha Pereira, que atua em Carlópolis procurou a redação do jornal para relatar que é uma das vítimas do trio, que aplicaram um golpe de mais de R$ 2 milhões, sendo, apenas dele, mais de R$ 750 mil.

Inconformado com a situação, o taxista diz que vai ingressar com processo na justiça contra o Estado, pedindo ressarcimento. Ele apresentou vários documentos que comprovam o desvio, inclusive uma certidão emitida do último dia 20, pelo Cartório Cível da Comarca de Carlópolis, em que a serventia judiciária confirma a ocorrência do fato, assinalando que todas as medidas cabíveis foram tomadas pela justiça.

Segundo Francisco Cunha Pereira, ele ingressou em 2014, com uma ação judicial contra o Banco HSBC por movimentações indevidas numa conta que mantinha na instituição. A sentença da justiça reconheceu o pleito e o banco foi condenado a depositar uma quantia superior à R$ 600 mil, em conta judicial vinculada ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).

Segundo o taxista, o HSBC recorreu, mas antes que o processo chegasse ao final, dois advogados de Carlópolis, Daverson Moura Seraphim e Sandro Moretti Jusselino e o funcionário do Cartório Cível da comarca, Anderson Luiz de Oliveira, entraram no processo e, mediante falsificação da assinatura da juíza Andrea Russar Rachel, promoveram junto a agência da Caixa Econômica Federal (CEF) de Ribeirão Claro a transferência ilegal de mais de R$ 2 milhões depositados em contas judiciais, entre os quais, a de Cunha Pereira.

Os acusados foram presos preventivamente, na terça-feira (26), a partir de investigação realizada pelo Ministério Público Estadual, que identificou a prática de falsificação de assinaturas em alvarás de levantamento (documento emitido pelo Juízo que autoriza o credor a sacar o valor correspondente no banco autorizado).

De acordo com as Promotorias de Justiça de Ribeirão Claro e Carlópolis, que atuaram de forma conjunta na operação. Os três investigados foram denunciados no dia 21 de fevereiro, pelo MPPR, pelos crimes de falsificação de documento público, uso de documento falso e peculato.

As prisões preventivas foram decretadas pela Justiça de Ribeirão Claro a partir de pedido do MPPR. Os bens patrimoniais (imóveis e veículos) dos integrantes da organização criminosa também foram sequestrados judicialmente. A inclusão da comarca de Ribeirão no processo deve-se ao fato de que os recursos desviados estavam depositados em várias contas judiciais da Caixa Econômica Federal daquele município.

Um dos advogados, Daverson Moura Seraphim, tinha sido preso há cerca de 40 dias, mas obteve um habeas corpus no Tribunal de Justiça do Paraná que converteu a prisão preventiva em domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.

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