Policial

Tatiane Spitzner morreu por asfixia, aponta IML

Paraná Portal

Câmeras de segurança gravaram a advogada sendo agredida pelo marido antes de morrer
CRÉDITO: Arquivo

Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) desta quinta-feira (20) confirma que a advogada Tatiane Spitzner morreu por asfixia mecânica por esganadura antes de cair da sacada do prédio onde morava em Guarapuava, na região dos Campos Gerais.

De acordo com o diretor do IML Paulino Pastre, houve luta corporal antes do crime. “Há um acervo de fotografias extremamente extenso que foi encaminhado hoje para as autoridades judiciárias apontando que houve luta entre as partes antes da morte”, afirmou.

Ainda segundo Pastre, existiam marcas no pescoço de Tatiane. “O principal meio de conclusão foi o exame de necropsia, realizado na data do fato. Ela tinha marcas no pescoço que foram fotografadas e documentadas”, disse. O diretor ainda afirmou que os exames apontaram alcoolemia significativa no copo da vítima “o que sugere que ela estava bastante fragilizada”, alegou.

De acordo com o advogado Gustavo Scandelari, que é assistente de acusação, o laudo ainda não foi juntado ao processo. “A família Spitzner recebe com muita tristeza a confirmação de que Tatiane já estava morta quando foi jogada da sacada por Luis Felipe Manvailer. É necessário termos acesso ao Laudo, mas sua conclusão é mais uma prova de que o acusado mente: ele a matou dentro do apartamento, submetendo-a um período prolongado de violentas agressões físicas. Não houve suicídio, mas feminicídio e fuga do criminoso”, afirma por meio de nota.

Já o advogado Cláudio Dalledone, de defesa do marido de Tatiane e principal suspeito do crime, Luiz Felipe Mainvaller, afirmou que não vai se manifestar até ter acesso ao laudo. “Não tendo a defesa ciência de seu inteiro teor, e, por isso, não poderá se manifestar”, afirma.

Dalledone se manifestou no processo, lamentando que a informação tenha sido divulgada na imprensa antes de ser anexada ao processo. “- É lamentável que os movimentos processuais deste

caso sejam feitos, antes na imprensa, e depois no PROJUDI. Não foi por outra razão que, outrora, a Defesa já havia requerido o segredo de justiça sobre os autos”, diz.

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