Abatiá Bandeirantes

Sinalização incorreta do DER põe em risco usuários de rodovia

Faixa irregular entre Abatiá e Bandeirantes pode ter provocado grave acidente na manhã desta quinta-feira no trecho

Da Redação


A sinalização incorreta no trecho de aproximadamente 20 quilômetros entre Abatiá e Bandeirantes está colocando em risco usuários da rodovia. O Departamento de Estradas de Rodagens (DER) fez recentemente o recapeamento deste trecho entre as duas cidades, e, como sinalização horizontal, pintou faixa seccionada em todo o prolongamento restaurado.

Porém, a faixa seccionada deve ser indicada aos condutores somente em trechos onde é permitida a ultrapassagem de veículos. Com isso, o trecho sinuoso, repleto de curvas, se tornou uma armadilha para quem não conhece a estrada.

Na manhã desta quinta-feira, 18, o primeiro acidente após a reforma foi registrado. Uma colisão frontal entre uma camionete Amarok e um veículo Fiat Uno deixou uma pessoa com ferimentos graves – que foi encaminhada para a Santa Casa de Bandeirantes.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o local onde ocorreu o acidente confunde os condutores, pois há uma placa de sinalização vertical proibindo a ultrapassagem, mas a sinalização horizontal é em faixa seccionada (que permite a ultrapassagem de veículos). O comando da PRE chegou a registrar um vídeo do trecho para providências emergenciais e evitar novos acidentes.Continua depois da publicidade

Por telefone, o chefe do Escritório Regional do DER, em Jacarezinho, Aurélio Fortes Neto, disse que não poderia dar entrevista à imprensa, porque a hierarquia do órgão não permite. Mesmo incomodado com o assunto abordado pela reportagem, em seguida declarou que o trecho está em obras, não foi concluído e que a pintura é provisória.

Neto ainda confirmou que a própria Polícia Rodoviária Estadual já havia alertado a regional sobre os riscos da sinalização incorreta. “Existe uma placa no começo e no fim do trecho reformado indicando que está em obras. A empresa terceirizada está fazendo por etapas, segue um cronograma”, esbravejou.

Aurélio Fortes ainda reconheceu, na sequência, que há risco de a empresa terceirizada encerrar as atividades por problemas contratuais – o que é uma das preocupações do órgão.

“Não sei te informar qual o prazo para a empresa retomar as atividades e concluir a reforma entre Abatiá e Bandeirantes. Quem pode informar isso é a superintendência do DER”, concluiu.Continua depois da publicidade

A equipe de reportagem da Tribuna do Vale procurou o responsável pela superintendência do órgão, em Curitiba, mas até o fechamento desta edição não foi possível localizá-lo.

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