Cidadania Conselheiro Mairink

Seo Ary e a paixão pelos jornais

 Há 20 anos, na condição de voluntário, aposentado entrega a Tribuna do Vale em sua comunidade

Seo Ary: amante da leitura e defensor da educação
CRÉDITO: ARQUIVO PESSOAL

Benedito Francisquini


Há mais de 20 anos ele trocou a agitação de São Paulo, a cosmopolita capital paulista, pela bucólica e pequena cidade de Conselheiro Mairinck, no Norte Pioneiro do Paraná. Fixou raízes, criou amizades e ganhou o respeito público pela sua atuação como voluntário em várias organizações sociais.

Desde que tomou o primeiro contato com a Tribuna do Vale, estabeleceu uma relação de amor com o jornal assumindo, voluntariamente e sem qualquer remuneração, a entrega dos exemplares na comunidade. 

Em nome do que representa parte da população mairinquense, é que a Tribuna homenageia este homem especial, que em seu gesto, auxilia no crescimento do jornal, ajudando a promover e levar a leitura a toda comunidade, principalmente os jovens, cada vez mais afastados deste hábito saudável.

Ary Oswaldo Siquera Budzisz, 78 anos, viúvo, filho do engenheiro Wenceslau e da professora Ester, residente em  Conselheiro Mairinck desde 1998, quando deixou São Paulo, sua cidade natal. 

Ele foi convencido por um amigo a trocar a barulhenta São Paulo pela tranquilidade da pequena Conselheiro Mairinck. Nesta cidade do Norte Pioneiro foi duas vezes presidente e uma vez vice do Conselho da Criança e do Adolescente; liderou também o Conselho dos Idosos e da Saúde, promovendo diversos trabalhos de auxilio no desenvolvimento da comunidade.  

Sempre pensando no bem social, continua seus trabalhos voluntários, sendo ele um grande amante da leitura e defensor da educação, sendo fundador da escola de Educação Infantil denominada Anjinho Dengoso. 

Consciente dos baixos índices de leitura em um país como o Brasil, é que “Seu Ary”, como é chamado por todos, encontrou na Tribuna do Vale a oportunidade para promover o interesse dos jovens pelo jornal. 

Todas as manhãs, ele vai à rodoviária para pegar os jornais que chegam pelo ônibus da Princesa do Norte, e, assim, sai pela cidade distribuindo os exemplares nos pontos comerciais e em algumas residências. 

Seu prazer pela leitura não vem desde os tempos de criança. Ele sempre esteve rodeado por pessoas que partilhavam do mesmo hábito. Em são Caetano do Sul – SP, cidade da Região Metropolitana de São Paulo, tinha uma coluna no  jornal Arauto, a qual se denominava ‘Escrevendo sobre Artes”. 

Fazia também reportagens e promoveu, mais uma vez voluntariamente, a primeira excursão à exposição de pintura para alunos do curso de Artes da Fundação das Artes São Caitano.

Homem íntegro, que não tolera injustiças, negou por várias vezes entrar na carreira política. Um poeta, escritor, amante do conhecimento, de antiguidades e artes. Já teve artigos publicados em jornais do Norte Pioneiro, um deles, intitulado “Um Adeus” divulgado na da Tribuna do Vale. 

Acredita que pode fazer a transformação com pequenas atitudes em prol do bem comum, sem pensar na retribuição. Como é de seu costume dizer: “pode faltar a comida, mas livros e artes jamais, porque não precisa de muito para mudar o mundo”.

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