Agronegócios

Safra de cana deve atingir 642,1 milhões de toneladas

Redação Agroin Agronegócios


A expectativa é de que a exportação brasileira continue em alta, estimulando a produção, influenciada pela recuperação dos preços internacionais, a taxa de câmbio elevada e a oferta mundial limitada por adversidades climáticas em importantes países produtores da Ásia”, diz a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

Apesar da queda no volume de etanol em relação na safra passada, o País deve produzir 30,6 bilhões de litros e deve absorver mais de 50% do total da produção de cana, com variações positivas e negativas entre as regiões. “Em Mato Grosso, pela primeira vez, o subproduto do milho supera o de cana-de-açúcar”, destaca a Conab.

A região Sudeste deverá reduzir sua produção em 0,6%, alcançando 412,4 milhões de toneladas colhidas. São Paulo e Minas Gerais são os grandes destaques da região. Já o Centro-Oeste deverá ter uma produção 0,1% maior que a obtida na safra anterior, totalizando 140,6 milhões de toneladas, com Goiás respondendo por esse aumento, graças ao crescimento de área e produtividade.

Também o Nordeste, cujo clima tem favorecido as condições das lavouras, está sinalizando um aumento de 1,6% na área e de 2,5% na produtividade média. Com isso, a produção deve alcançar 51,1 milhões de toneladas e incremento de 4,1% sobre a última safra.

Já o Sudeste, o Sul e o Norte não devem pontuar positivamente. Os primeiros podem perder 2% na área colhida, principalmente pela concorrência com o cultivo de grãos. Aguarda-se a colheita de 34,2 milhões de toneladas, 0,5% menor que a safra anterior.

A pequena contribuição da região Norte de 1% no todo nacional, sofrerá redução de 0,6% na área cultivada, devendo colher 3,6 milhões de toneladas. Cana e milho – Com a inclusão das estatísticas totais de etanol à base de cana-de-açúcar e de milho, o levantamento aponta para uma produção de 30,6 bilhões de litros e redução de 14,3% em comparação com a safra 2019/20.

“O subproduto proveniente de milho vem crescendo cada vez mais e atinge marca recorde neste estudo”, ressalta a Conab. A estimativa da produção a partir da cana-de-açúcar é de 27,9 bilhões de litros, com recuo de 18,1%. Já para o subproduto à base de milho, a tendência é de crescimento, com um aumento de 61,1%. A previsão é de 2,7 bilhões de litros nesta temporada.

O etanol anidro oriundo da cana-de -açúcar, aquele utilizado na mistura com a gasolina, deve cair 17,3%, atingindo 8,4 bilhões de litros, enquanto que o de milho pode alcançar 792,6 milhões de litros, com acréscimo de 95,5% sobre a safra passada. Por sua vez, o etanol hidratado de cana-de -açúcar reduz 18,4% e deve produzir 19,5 bilhões de litros, ao passo que o de milho sinaliza aumento de 50,1% e produção de 1,9 bilhão de litros.

A Conab informa, ainda, que, em termos de preços, apesar da alta no etanol nos últimos três meses, entre maio e julho, segundo a área de análise, as unidades produtoras mistas reduzem cada vez mais a preferência pela produção do biocombustível em virtude da valorização do açúcar nesta safra 2020/21.

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