Política

Requião Filho pede o retorno dos trabalhos presenciais na ALEP

Deputado fez duras críticas ao sistema virtual de votações criado para o período de isolamento social

Da assessoria


Aprovado há cerca de dois meses, o sistema de votações virtuais na Assembleia Legislativa do Paraná tem sido alvo de duras críticas por parte dos deputados de oposição. Se de um lado agiliza a realização dos trabalhos dos parlamentares, cria também uma brecha para que votações de projetos polêmicos e que geram consequências sérias ao Estado, sejam aprovados, sem o devido debate e o conhecimento do povo. 

“São projetos que liberam construções de PCHs, que alteram a Agência Reguladora, que propõem o fim do Software Livre e que trarão um grande prejuízo aos caixas do Estado, sem o devido debate”, aponta Requião Filho. Segundo o deputado, só nesse período, foram realizadas ao menos 21 sessões extraordinárias para acelerar a aprovação de matérias que não possuem relações com a pandemia de Covid19.

“É um absurdo, é a volta do tratoraço derrubado em 2015, que agora em 2020 aprovou a extinção de cargos e até a terceirização deles para a iniciativa privada. Não é algo que o paranaense quer! E tudo isso, sem precisarmos de camburão ou de nos deslocarmos para a Ópera de Arame, fugindo dos servidores. É uma vergonha, estamos apunhalando o povo pelas costas”, alertou o deputado.

Ao final de seu discurso em sessão remota nesta segunda-feira, 11 de maio, Requião Filho fez um pedido ao presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano, para que retome as sessões presenciais, para que as discussões dos projetos sejam novamente realizadas com maior debate e responsabilidade.

“Estamos cansados de censura, de nossa voz ser calada com um clique de mouse, quando não lhe convém. Enquanto isso, chovem pautas com projetos impertinentes, imprudentes, irrelevantes e totalmente desconectados com a pandemia, sendo votados e aprovados, um após o outro, dia após dia, sem o devido debate. É uma afronta a democracia à população, que não pode se manifestar, e ao papel para o qual fomos eleitos nesta Casa de Leis”.

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