Santo Antônio da Platina Saúde

Regional de Saúde confirma nove casos de H1N1 em Santo Antônio

De acordo com órgão em Jacarezinho, ao menos outros pacientes sete aguardam por resultados de exames para confirmação da doença

19ª Regional de Saúde alerta sobre riscos da H1N1
CRÉDITO: Lucas Aleixo

Lucas Aleixo, especial para a Tribuna do Vale


Os primeiros casos de gripe provocados pelo vírus H1N1 no Norte Pioneiro já são contabilizados pela 19ª Regional de Saúde, com sede em Jacarezinho, mesmo bem antes da chegada do inverno. O órgão, que atende 22 municípios da região, alerta sobre a circulação viral da doença e faz uma série de orientações de prevenção – das quais a principal é a vacina.

De acordo com 19ª Regional de Saúde, os casos mais relevantes foram registrados em Santo Antônio da Platina, onde nove pacientes foram diagnosticados com H1N1 e ao menos outros sete aguardam a confirmação dos exames. “Hoje nós temos nove casos de pacientes confirmados com a doença em Santo Antônio da Platina, onde o cenário é mais grave.

Mas também existem casos em várias outras cidades da região, que ainda estamos aguardando a comunicação. De qualquer forma a doença está circulando e é necessária a prevenção”, alerta Ronaldo Trevisan, promotor em Saúde da 19ª Regional de Saúde.

Vale lembrar que em anos anteriores, incluindo 2018, diversos municípios da região registraram mortes de pacientes diagnosticados com H1N1. Daí a importância da prevenção. “É extremamente importante ter hábitos que colaborem para a prevenção.

Claro que o mais importante deles é a vacina, mas ações simples como sempre lavar as mãos, manter ambientes arejados, evitar colocar as mãos na boca e nos olhos e, dentro do possível, evitar ambientes com muita aglomeração de pessoas são uma boa forma de se precaver contra a doença”, exemplifica Trevisan salientando.

“Com relação à vacina, a meta é ter no mínimo 90% do público alvo imunizado em todos os municípios, mas existem algumas cidades da região que ainda estão com menos de 70% das pessoas vacinadas, então é bom que essas pessoas procurem os postos de saúde o quanto antes possível”, complementa.

Devem ser vacinadas crianças com idade entre seis meses e cinco anos, gestantes, puérperas, idosos, indígenas, professores, profissionais da área da saúde, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, pessoas privadas de liberdade em qualquer idade, funcionários do sistema prisional e policiais civis e militares.

A transmissão do H1N1 é exatamente a mesma de qualquer outro vírus de gripe, ou seja, pelo ar ou toque em objetos ou pessoas infectados. Os sintomas também são os mesmos de uma gripe comum e o diagnóstico preciso só é possível através de exames.

MEDICAMENTO

Diferente do que ocorreu com o surto da H1N1 em 2016, por exemplo, hoje a medicação de combate ao vírus está presente em grandes quantidades na rede pública. “Felizmente hoje, ao contrário do que aconteceu no passado, existe um abastecimento amplo de medicamento e todos os municípios da região estão prontos para medicar pacientes que sejam diagnosticados com o H1N1”, garante Trevisan.

PARANÁ

Segundo boletim divulgado pela secretaria da Saúde do Paraná esta semana, já são 109 casos e 31 mortes em todo Estado. No boletim da semana passada eram 74 casos com 22 mortes. Os óbitos foram registrados nas Regionais de Saúde de Paranaguá, Foz do Iguaçu, Cascavel, Campo Mourão, Umuarama, Paranavaí, Maringá, Apucarana, Londrina, Toledo e Curitiba.

Deixe um Comentário