Região vai imunizar cerca de 700 mil bovinos

Esta será a última vacinação do Paraná, após completar 20 anos sem casos da doença no Estado

Crédito Antônio de Picolli

Dayse Miranda – Especial para a Tribuna do Vale

Teve início neste mês de maio a última campanha de vacinação contra a febre aftosa no Paraná. De acordo com dados da Unidade Regional de Sanidade Agropecuária (URS), do núcleo da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), de Jacarezinho, a previsão é de que cerca de 700 mil animais com até 24 meses de idade sejam imunizados.

O rebanho regional representa cerca de 7,5% do paranaense, estimado em 9,2 milhões de cabeças (bovinos e búfalos). Os municípios da regional com maior rebanho são Ibaiti (76.869), Santo Antônio da Platina (74.458), Ribeirão Claro (70.193), Tomazina (55.726) e Jacarezinho (41.902).

O Paraná obteve autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para antecipar a suspensão da vacinação, que pelo cronograma ocorreria no primeiro semestre de 2021. Diante disso, a segunda dose que seria aplicada em novembro não será mais necessária.

Recentemente, durante o Seminário de Bovinocultura de Corte, em Santo Antônio da Platina, o diretor presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, ministrou palestra sobre o tema “Paraná Livre da Aftosa”, assinalando que a suspensão da vacina só foi possível após um diagnóstico apontando a inexistência de caso da doença no Estado nos últimos 20 anos.

Com isso, as lideranças buscam economizar cerca de R$ 30 milhões em vacinas por ano somente no Paraná. “Para se evitar a entrada da doença no Estado será preciso mais atenção no controle de ingresso de animais e na emissão do Guia de Transporte Animal (GTA). Santa Catarina já é considerada pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) livre da aftosa sem vacinação e agora o Paraná também entrará para esta lista. Vale lembrar que em breve isso vai representar mais valor de mercado para o produto”, pontuou Otamir.

O presidente ainda aponta que o Paraná vem sendo destaque em suas produções nos últimos anos sendo considerado em 2016 e 2017 o maior produtor de proteína animal do país, e nos anos de 2017 e 2018 foi considerado como segundo maior produtor de grãos e terceiro maior produtor do agro.

FÓRUNS REGIONAIS – Com intuito de manter os produtores informados após a última campanha (maio de 2019), serão realizados seis grandes fóruns, que tratarão do novo statusdo Paraná. Os fóruns serão realizados nos dias 14 (Paranavaí), 15 (Cornélio Procópio), 16 (Curitiba), 21 (Guarapuava), 22 (Pato Branco) e 23 (Cascavel) de maio.

DOENÇA – A febre aftosa trata-se de uma doença infecciosa aguda, causada por vírus que acomete as regiões de mucosas e cascos, dificultando a alimentação e bem-estar do animal. Com isso, a perda de peso e ou produção de leite é inevitável. Sua virulência pode acometer grande quantidade de animais, por isso, a principal consequência da ocorrência da febre aftosa é econômica.

Os países e áreas livres de febre aftosa estabelecem fortes barreiras à entrada de animais susceptíveis e seus produtos oriundos de regiões com febre aftosa. Portanto, basta apenas um foco desta doença (ou uma propriedade atingida) para haver restrição ao mercado internacional, e até mesmo ao mercado nacional – já que animais e produtos de origem animal ficam proibidos de serem comercializados para países livres ou áreas livres de febre aftosa.

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