Jundiaí do Sul

Região registra seis mortes por afogamento em 60 dias

Na tarde de quarta-feira (11), Rogério Hazlscki, 39 anos, morreu afogado no Rio das Cinzas, em Jundiaí do Sul

Rogério Hazlscki morreu afogado no Rio das Cinzas na tarde de quarta-feira (11)
CRÉDITO: Divulgação

Luiz Guilherme Bannwart


Em apenas 60 dias, seis pessoas morreram afogadas nos municípios atendidos pelo Subgrupamento de Bombeiros Independentes (SGBI) de Santo Antônio da Platina. A última ocorrência foi registrada pela corporação na quarta-feira (11), após a localização do corpo de Rogério Hazlscki, 39 anos, no Rio das Cinzas, área rural de Jundiaí do Sul.

De acordo com o sargento Luiz Carlos Souza, Rogério e dois amigos teriam ido até um rancho na Estância Canta Galo, onde o grupo mantem uma ceva. Depois de alimentarem aos peixes, quando já deixavam o local em razão do mau tempo, a vítima teria se desequilibrado caindo de costas no rio. Rogério estava de calça jeans, camiseta e botas, o que contribuiu para que ele submergisse rapidamente.

O socorro foi acionado por volta das 16 horas. A equipe composta pelo sargento Luiz Carlos Souza, tenente Eduardo Silva e cabo Bolzan iniciaram as buscas por volta das 18 horas, localizando o corpo cerca de duas horas depois, a seis metros de distância do local da queda.

Investigadores da Delegacia de Polícia Civil de Ribeirão do Pinhal periciaram o local e ouviram testemunhas. O corpo de Rogério Hazlscki foi recolhido ao Instituto Médico-Legal (IML) de Jacarezinho.

PERIGO

Nesta época do ano é comum a procura por rios e balneários no Norte Pioneiro, em razão das temperaturas elevadas. Contudo, é preciso cuidados importantes por parte dos banhistas e pescadores para evitar tragédias como as registradas na região nos últimos 60 dias. 

O Corpo de Bombeiros orienta para que as pessoas evitem o banho em rios e represas, mesmo que em locais conhecidos, principalmente sozinhas ou mesmo em grupo pequeno de amigos. “Não é possível saber o que há sob as águas. Existem muitas ‘armadilhas’ como: galhos e cercas de arames, que podem custar a vida dos banhistas”, explica o sargento Souza.

Ele também alerta para os riscos iminentes de afogamento em locais impróprios para banho. “Os acidentes ocorrem, mas eles podem ser evitados. As crianças, por exemplo, gostam de brincar em cavas, e isso é muito perigoso. Crianças e adolescentes devem estar sempre acompanhados por um responsável, preferencialmente adulto”, orienta.

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