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Ratinho pode revogar decreto que criou Medicina em Cornélio

Informação é do presidente da Amunorpi, Joás Michetti, que garante ter ouvido do governador eleito esta possibilidade


Presidente da Amunorpi, Joás Michetti (PDT) durante visita à Tribuna do Vale.  CRÉDITO: Luiz Guilherme Bannwart

Da Redação

O governador eleito, deputado estadual, Ratinho Junior (PSD), pode revogar o decreto assinado pela governadora Cida Borghetti no dia 12 de novembro, em Curitiba, oficializando a criação do curso de Medicina no campus de Cornélio Procópio da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). A informação foi passada com exclusividade no início da noite desta quarta-feira (5) pelo presidente da Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi), prefeito de Santana do Itararé, Joás Michetti (PDT), em visita que fez à redação da Tribuna do Vale.

Durante uma recente audiência com o governador eleito, Joás informa que manifestou seu inconformismo e preocupação com a escolha de Cornélio Procópio para sediar o curso de Medicina da UENP, assinalando que o Norte Pioneiro prioritariamente deveria ser a região escolhida por suas carências na área médica. “O governador eleito Ratinho Junior concordou com minhas palavras e devolveu dizendo que ‘o decreto pode ser revogado’, complementando que sua vontade recai sobre a microrregião da Amunorpi, destacando Jacarezinho e Santo Antônio da Platina”, informou Michetti.

O presidente da Amunorpi assinalou que fez um relato a Ratinho Junior do drama vivenciado pelos municípios da Amunorpi no tocante aos serviços de saúde, chamando “turismo de pacientes” diariamente levados a centros médicos como Campo Largo, Curitiba, Londrina, Arapongas, entre outros centros de atendimento especializados.

“São centenas, talvez milhares de pacientes sendo levados todos os dias a centros distantes, numa agonia aos prefeitos que temem a ocorrência de tragédias com nossos pacientes transportados em ônibus e ambulâncias”, desabafa.

Joás Michetti disse que relatou a Ratinho Junior seu inconformismo e dos colegas prefeitos de outros municípios da região pela existência de uma UTI adulto no Hospital Regional do Norte Pioneiro (HRNP) pronta, mas ainda inexplicavelmente sem uso, enquanto que os pacientes em estado grave que nem sempre encontram vagas na UTI da Santa Casa de Jacarezinho e são obrigado a percorrer grandes distâncias, tempo perdido que pode representar a morte de uma pessoas. “O curso de Medicina em nossa região poderia representar a fim deste drama”, observa.

Enquanto o presidente da Amunorpi concedia entrevista na redação da Tribuna do Vale, a reportagem manteve contado com o assessor de Ratinho Junior, Lúcio Mauro Tasso, questionando sobre a audiência dos prefeitos da Amunorpi com o governador eleito. Ele disse que na sexta-feira (7) confirma a data do encontro, possivelmente antes do encerramento deste ano, quando os gestores do Norte Pioneiro pretendem tratar do assunto envolvendo o curso de Medicina.

Mobilização

Desde que a governadora Cida Borghetti assinou o decreto de criação do curso de Medicina, dia 12 do mês passado em seu gabinete, no Palácio Iguaçu, a comunidade regional mantém mobilização manifestando seu inconformismo. “Não tenho o que falar!” Com esta frase lacônica, o prefeito de Ribeirão Claro, Mário Augusto Pereira (PSC) resume sua decepção. O mesmo grau de inconformismo foi externado pelo empresário Marcelo Palhares: “Nossa região não merece esse castigo. É uma luta de décadas!”, sintetizou.

Agora surge uma luz no fim do túnel e a comunidade regional retoma o movimento ainda com mais força. “Não podemos parar. Cada cidadão deve se manifestar”, opina o ex-vereador e professor Aguinaldo do Carmo, que participa do movimento pela criação do curso de Medicina no Norte Pioneiro.

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