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Psicóloga orienta como evitar acesso ao desafio da “Momo”

Conteúdo acessado pode influenciar no comportamento de crianças e adolescentes

Pais e responsáveis devem estar atentos ao conteúdo acessado e impor limites
FOTO: Antônio de Picolli

Dayse Miranda, especial para Tribuna do Vale


Como se não bastasse as inúmeras imagens e vídeos com conteúdos inapropriados para crianças e adolescentes circulando na internet, pessoas mal intencionadas (hackers) estão colocando em meio aos vídeos infantis o desafio da “Momo” – que ganhou repercussão na mídia nos últimos dias. O desafio da boneca assustadora se inicia no meio de um vídeo infantil, onde ela aparece e manda crianças pegarem objetos pontiagudos, como faca, e passar nos pulsos. A boneca ainda diz que se a criança pressionou forte até que saísse um líquido vermelho do braço (sangue) é porque ela tinha conseguido cumprir com o desfio.

No Paraná, vários casos foram registrados desta cena de horror, em que o público alvo são crianças entre 4 e 12 anos. A psicóloga, Ana Elisa Vilas Boas, que trabalha com crianças e adolescentes, destaca que há aproximadamente um ano, a “Momo” já existia nas redes sociais e diante disso, apresentou algumas dicas para evitar o acesso a esses conteúdos impróprios.

Ana Elisa orienta que a principal medida a ser tomada é não deixar o acesso livre a internet. A profissional detalha que as plataformas oferecem diversas ferramentas de bloqueio para evitar que crianças e adolescentes vejam tudo que querem. Ou seja, os pais e responsáveis devem estar atentos e impor limites aos filhos.

Em 2018 a psicóloga já havia sido procurada para tratar sobre problemas relacionados com a “Momo” – que se popularizou pelo aplicativo WhatsApp. Porém, o assunto só ganhou repercussão na mídia recentemente. “Os pais precisam criar mecanismos preventivos e não de soluções. Precisamos falar mais desses temas, é preciso impor limites e isso se inicia dentro de casa”, alerta.

Na internet há diversos vídeos com outros tipos de desafio, conteúdos ofensivos e explícitos. Diante deste cenário, a psicóloga assinala que a responsabilidade é estritamente dos responsáveis que deixam o acesso livre. Ela orienta que os familiares devem acompanhar, orientar e observar, porque tudo que eles veem na internet reproduzem na vida, através do comportamento.

“O problema não é a “Momo”, não é o desafio da “Baleia Azul” isso tudo é a falta de atenção dos responsáveis, que devem acompanhar mais o que as crianças e adolescentes estão acessando. O tempo com os filhos deve ser um tempo de qualidade e não simplesmente deixar eles com um smartphone ou tablet nas mãos para prender sua atenção”, pontuou a psicóloga.

ABORDAGEM – Os pais e responsáveis devem se interessar mais pela vida das crianças e adolescentes, tais como, dar continuidade aos assuntos abordados e se interessar mais pelo cotidiano. Fazendo isso, a psicóloga explica que aos poucos se cria um laço maior de confiança entre filhos e responsáveis, facilitando a troca de informações. Saber fazer a abordagem correta é de suma importância, sendo, sem julgamentos e sem punições.

“Nenhuma educação é perfeita, mas é errando que se melhora. As crianças e adolescentes estão expostas em todos os lugares não apenas na internet, por isso, a atenção deve ser em toda e qualquer mudança de comportamento. Ela pode não ter visto ou ouvido determinado ato em casa, mas em algum lugar ela viu”, finalizou.

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