Santo Antônio da Platina

Projeto social luta para sobreviver em Santo Antônio da Platina

Em atividade há 26 anos, Missionários da Luz atende 33 famílias e 116 crianças e adolescentes carentes do município 

Da Redação 


CRÉDITO: Antônio de Picolli

Um dos projetos sociais mais antigos ainda em atividade no Norte Pioneiro corre sérios riscos de acabar por falta de recursos financeiros. O ‘Missionários da Luz’, há 26 anos atendendo famílias carentes em Santo Antônio da Platina, vive a maior crise de sua história e luta para não desamparar as pessoas ali atendidas. 

O projeto, que funciona no antigo albergue da cidade, atende hoje 33 famílias e 116 crianças e adolescentes, todos em alto risco de vulnerabilidade social, fornecendo cestas básicas, roupas, calçados, remédios, material escolar, cursos de capacitação para adultos, aulas de música e uma série de atividades socioeducativas visando principalmente crianças e adolescentes, mas também atendendo mulheres e idosos. 

“A gente dá apoio total para as famílias como um todo, dentro das nossas possibilidades. Porque não adianta muito a criança ter uma realidade no projeto e chegar em casa e encontrar uma situação totalmente diferente. Então temos cursos para capacitar as mães, oferecemos cestas básicas, material escolar para incentivar que as crianças não deixem de frequentar a escola, ajudamos com roupas, remédios, fraldas geriátricas para idosos, enfim, de todas as formas que podemos. O foco é a música, temos corais que são conhecidos em toda região, mas atuamos em várias áreas para ajudar pessoas que em sua maioria estão totalmente excluídas da sociedade”, relata a artesã e musicista Márcia Fernandes da Silva, idealizadora a mantenedora do projeto. 

CRÉDITO: Antônio de Picolli

“E mesmo com todo esse tempo de luta, com tanta gente atendida e que tanto precisa de ajuda, infelizmente não temos recursos públicos, ou de nenhum tipo de entidade. Tenho o trabalho que desenvolvo como artesã, amigos e familiares que me ajudam. Isso é que tem bancado o projeto todos esses anos, mas o tempo vai passando, cada vez mais pessoas precisam de ajuda e nossos recursos vão diminuindo. Honestamente? Não sei até onde vou conseguir tocar o projeto!”, lamenta Márcia. 

Os gastos estimados para a manutenção das atividades e do prédio onde funciona o projeto são de aproximadamente R$ 3 mil mensais. Embora o imóvel seja cedido por comodato, por ser antigo existe uma demanda muito grande de manutenção. Márcia lembra que no fim do ano passado, por exemplo, não pode fazer o tradicional almoço de Natal por problemas na estrutura física. “Todo ano faço um almoço de Natal no dia 24 para 400 pessoas, mas os dois banheiros estouraram, e nessa crise, pela primeira vez, não pude fazer o almoço”. 

COMO AJUDAR

Quem tiver interesse em ajudar o projeto pode colaborar de inúmeras maneiras, com doações de roupas, tampinhas de garrafa pet, alimentos e, obviamente, dinheiro. “Chegamos ao ponto onde toda ajuda é muito importante, até se for para rezar por nós. Tenho pedido tampinhas de garrafa, mas tudo que vier é realmente bem vindo. Então peço apoio para que esse trabalho continue”, clama Márcia Fernandes da Silva. 

O contato pode ser feito na sede do projeto ou pelo telefone 43 99984-5827. 

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