Carlópolis

Prisão preventiva para homem que incendiou mulher e filha de 4 anos

Sueli Pedroso Oliveira e Maria Isabela Aparecida Pedroso de Oliveira permanecem em estado grave na UTI

Luiz Guilherme Bannwart


A juíza Paula Chedid Magalhães, da comarca de Carlópolis, decretou nesta quinta-feira (22) a prisão preventiva (por tempo indeterminado) do comerciante Antônio de Oliveira, o ‘Tonhão do Bar’, que na tarde de quarta-feira (22) ateou fogo na própria mulher – Sueli Pedroso de Oliveira – e na filha do casal – Maria Isabela Aparecida Pedroso de Oliveira, de apenas 4 anos. As vítimas permanecem internadas em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Universitário de Londrina.

A magistrada avaliou que o crime de tentativa de feminicídio e infanticídio foi por motivo banal, salientando que “o ambiente familiar é o local onde se exerce o maior conforto e liberdade nesta vida, mas igualmente demanda maior reprovabilidade legal quando sua paz é violada”. No despacho, ela observou que o suspeito “revela profunda desconsideração não só para com sua esposa, mas também com toda a coletividade e a própria filha”.

Ao analisar a declaração da mulher à polícia, a juíza entendeu que “a ausência de arrependimento dele é igualmente demonstrada por sua imediata fuga do local do delito, sem prestar qualquer ajuda. Sua busca ao pronto socorro não foi para saber como estavam a mulher e a filha, mas para cuidar dos ferimentos sofridos por si”.

Antônio de Oliveira utilizou gasolina para cometer o crime. Em depoimento à delegada Patrícia Taborda, responsável pelo caso, dois policiais militares que prenderam o acusado disseram que foram chamados por vizinhos, que informaram sobre uma residência em chamas no bairro Vista Alegre. No local os denunciantes disseram que o incêndio tinha sido provocado pelo morador do imóvel, que havia fugido com outro filho que tem com Sueli, um adolescente de 13 anos, para o interior de uma mata.
A PM procurou o acusado no matagal, mas encontrou apenas o filho do comerciante. Pouco tempo depois os policiais o encontraram no pronto socorro e ele acabou preso.

Segundo os policiais, a mulher relatou que o marido incendiou o imóvel depois que os dois discutiram. O motivo da briga, no entanto, ainda é desconhecido e está sendo investigado pela Polícia Civil.

Ainda segundo a polícia, Sueli disse que a filha estava na sala quando o fogo se alastrou. Ela comentou que o companheiro, mesmo após o início das chamas, jogou mais gasolina em suas costas. Depois de ser preso, Antônio de Oliveira preferiu ficar em silêncio quando interrogado sobre o caso.

De acordo com a assessoria do Hospital Universitário de Londrina, Sueli Pedroso de Oliveira teve 60% do corpo queimado. São queimaduras de segundo grau extensas. Apesar do estado grave, ela respira sem a ajuda de aparelhos. A filha de 4 anos está em estado grave, com queimaduras de segundo e terceiro graus no rosto, braços e costas. Os ferimentos afetaram as vias aéreas da criança. O caso exige cuidados e há risco de morte.

Antônio de Oliveira , que nunca havia sido preso, permanece na cadeia de Carlópolis à disposição da Justiça

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