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Presos da Cadeia Pública de Andirá confeccionam peças em lã para idosos

Doze detentos confeccionaram à mão 124 peças em lã
CRÉDITO: AEN

Curitiba – Agência Estadual


Presos custodiados na Cadeia Pública de Andirá, produziram peças em lã que foram doadas ao lar de idosos da cidade. Além de proteger os idosos do frio, o projeto realizado em parceria com o Conselho da Comunidade teve como objetivo envolver os detentos em atividades que trouxessem algum retorno social, além da redução da pena por meio do trabalho.

O projeto conta ainda com o apoio do Poder Judiciário e do Ministério Público.

“Nossa missão é preparar o indivíduo para que ele retorne à sociedade uma pessoa melhor do que entrou. Por isso buscamos envolvê-los, principalmente, em atividades de ensino e trabalho, mas também que possam trazer algum benefício à sociedade”, afirma o diretor do Depen, Francisco Caricati.

Doze detentos confeccionaram à mão 124 peças em lã. Os idosos do Lar dos Velhinhos Dona Aracy Barbosa receberam um kit composto de gorro, cachecol e pantufa. Cada preso foi responsável pela produção de quatro kits, o que corresponde a uma redução de 12 dias da pena a cumprir. Todos os materiais utilizados para foram doados por meio do Conselho da Comunidade de Andirá, que também participou da entrega das peças.

A presidente do Conselho, Maria Nilva de Oliveira Bernardelli, diz que um dos papéis fundamentais do órgão é trazer melhorias na qualidade de vida dentro do cárcere, assim como buscar a ressocialização desses detentos.

“A confecção de tais artesanatos proporciona concentração, disciplina, criatividade, além de trabalhar o lado psicomotor do reeducando. Todos os itens confeccionados são utilizados em prol da comunidade carente”, explica a presidente.

Para o gestor da Cadeia Pública de Andirá, João Vitor Silveira de Oliveira, o projeto, além de trazer benefícios comportamentais para o preso e a redução da pena, também trabalha a conscientização social e, nesse caso, proporcionou aos idosos que residem no lar mais conforto e qualidade de vida.

“Assim como dizia meu pai, que também trabalhou na ressocialização de detentos, não importa o lugar onde estejamos, a solidariedade nos permite sonhar com todas as portas abertas no futuro”, enfatiza o gestor.

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