Paraná

Prefeitos buscam solução para o transporte de trabalhadores

Reunião foi no Tribunal de Contas do Paraná, que deu parecer contra os municípios bancarem o custo do transporte

Da Redação com Marcos Junior


Os Prefeitos da Amunorpi – Associação dos Municípios do Norte Pioneiro participaram de uma reunião, na tarde desta quarta-feira, 18, com o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) Nestor Baptista em Curitiba, quando trataram da polêmica envolvendo o transporte de trabalhadores para várias unidades industriais localizadas em outros municípios.

O TCE-PR vem se posicionando contra a contratação pelos municípios de empresas para realizar o transporte de trabalhadores que atuam profissionalmente fora de seus domicílios, caso de funcionários da Yazaki, de Santo Antônio da Platina, Frangos Pioneiro, de Joaquim Távora e, Pro Tork, de Siqueira campos, que contratam milhares de trabalhadores de várias cidades da região.  

“Temos algumas empresas na região que disponibilizam postos de trabalhos. Muitas prefeituras auxiliam com o transporte. É preciso fazer dentro da legalidade este tipo de contratação”, observa o presidente da Amunorpi e prefeito de Pinhalão, Sérgio Inácio Rodrigues.

O prefeito de Barra do Jacaré, Adalberto de Freitas Aguiar, o Berano, explicou que é essencial que esta situação seja revista. “Se for proibido este transporte teremos um alto nível de desemprego em várias cidades de nossa região”, alerta.

Também participaram os prefeitos de Jaboti (Lei da Lica), Japira (Ângelo Marcos Vigilato), Jundiaí do Sul (Eclair Rauen), Wenceslau Braz (Paulo Leonar) e representantes de Carlópolis.

O presidente do TCE, juntamente com sua equipe, enfatizou que será dada prioridade nesta consulta. “É importante que os municípios em conjunto com a Amunorpi possam realizar uma consulta. Mas antes mesmo, podem nos procurar pra, juntamente com nossa equipe, para trocarmos informações e achar um caminho na forma mais rápida possível”, enfatizou Nestor Baptista.

Desemprego em massa

Se for mantido o parecer do Tribunal contra os municípios contratarem transporte para os trabalhados dessas empresas, há risco iminente de demissão em massa, alerta do presidente da Amunorpi. Essas empresas – Yazaki, Frangos Pioneiro e Pro Tork, empregam cerca de 10 mil trabalhadores. Estima-se que, pelo menos quatro mil sejam provenientes de outras cidades.

No caso da Frangos Pioneiro, a diretoria já se antecipou e criou uma espécie de auxílio transporte, pago diretamente às empresas que transportam os trabalhadores. A empresa teme um colapso na produção por conta de prováveis demissões caso as prefeituras fiquem impedidas de bancar o transporte. Atualmente, o abatedouro de aves de Joaquim Távora e fábricas de rações empregam um contingente de 3200 trabalhadores.    

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