Ribeirão Claro

Prefeito condenado por uso de bem público em período eleitoral

Mário Pereira deverá pagar multa de R$ 5 mil reais por prática de conduta ilegal

Mário Pereira, começo de campanha turbulento

Da Redação


O atual prefeito de Ribeirão Claro, Mario Augusto Pereira (PSC), foi condenado pela justiça de Ribeirão Claro por utilizar prédio público para valorizar seu partido, bem como sua campanha à reeleição, durante o período eleitoral. A sentença, proferida pela Juíza da 23ª Zona Eleitoral, Tatiana Monteiro Furtado de Mendonça, foi publicada no dia 3 de agosto e determina que o gestor pague uma multa, no valor de R$ 5 mil.

Em sua defesa, Mario, apresentou a contestação, alegando a suspeição da juíza eleitoral, mencionando que o vereador denunciante que ensejou a representação, convive em união estável com a mesma. Porém, a estratégia do prefeito para se livrar da denúncia não foi bem-sucedida. Afinal, a representação em questão foi proposta pelo próprio Ministério Público Eleitoral, com quem a juíza não possui qualquer relação de parentesco.

Descontrole

Segundo os adversários, neste início da corrida eleitoral, Mario Pereira já sinaliza descontrole e desespero em esconder as falhas na sua administração, com o famoso ditado “tampar o sol com a peneira”. Uma das suas estratégias iniciais, foi colocar a Câmara de Vereadores contra a população de Ribeirão Claro, alegando que os parlamentares não aprovaram um projeto do Executivo para contratação de terceirizados para operar máquinas. A Tribuna do Vale já abordou este assunto com entrevistas de três vereadores que estiveram na redação contestando o prefeito  

Naverdade a bancada de oposição rejeitou, o Projeto de Lei Complementar Nº 005/2020 pelo qual o Executivo solicitou autorização legislativa para extinguir cinco vagas de operador de máquinas, e não para contratar terceirizados, como o prefeito alega.

Segundo os vereadores, a intenção do prefeito era, com a extinção desses cargos, realizar licitação para terceirizar a contratação de operadores de máquinas, cargos que estão vagos, mas o município não teria condições legais de realizar concurso público.

Porém, segundo os cinco vereadores que votaram contra a extinção dos cargos, Mario Pereira estaria tentando manipular a opinião pública espalhando a falsa informação de que os vereadores teriam votado contra a contratação de maquinistas e, por esta razão, a prefeitura estaria impedida de colocar em operação cinco máquinas do município para prestar serviços à comunidade.

Os vereadores que votaram contra o projeto do prefeito são Marcelo Molini (DEM), Vanderlei Luiz de Carvalho (PSB), Sarita Baggio (DEM), Carlos Roberto dos Reis, o Beto do Anísio (PSB) e Irani Barbosa de Oliveira, o Macarrão (PSB).

Segundo Marcelo Molini, um dos vereadores que esteve na redação da Tribuna do Vale acompanhado de Sarita Baggio e Vanderlei Carvalho, tem sido uma constante a utilização de falsas informações por parte do prefeito Mário Pereira para desviar a atenção da opinião pública para o fracasso e falta de planejamento de sua administração.

Uma dessas manipulações, segundo ele, foi colocar em frente da prefeitura cinco máquinas que estariam paradas porque os vereadores teriam bloqueado o projeto para contratação terceirizada de operadores. “Isso é uma piada. Entre os equipamentos que ele expôs na frente da prefeitura, tem máquina adquirida pelo município há cerca de uma década. Só agora ocorreu o problema?”, questiona Vanderlei Carvalho, em tom de ironia.

Sarita Baggio, por sua vez, observa que o prefeito encaminhou no dia 6 de março deste ano projeto de lei complementar 003/2020, semelhante ao que foi rejeitado no último dia 8, mas retirou a matéria de pauta ao perceber a repercussão negativa provocada na comunidade. “Dá pra entender a posição do prefeito? Age de acordo com que lhe interessa politicamente. Agora vem jogar a culpa nas costas dos vereadores de oposição e, pior, falseando as informações numa tentativa de obter dividendos políticos”,   

Falta planejamento

“Ele teve três anos para realizar um concurso. Não precisava contratar imediatamente, mas teria a reserva de operadores de máquinas para exercer a função quando fosse necessário. Não agiu quando deveria e agora tenta jogar a culpa nos vereadores de oposição”, alfineta Vanderlei Carvalho, que foi relator da matéria.

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