Ribeirão do Pinhal

Polícia prende suspeitos de autoria de homicídio em Ribeirão do Pinhal

Dupla encontra-se presa na cadeia pública de Ribeirão do Pinhal
CRÉDITO: Divulgação – PCPR

Da Redação com Assessoria


Dois homens, com idades de 21 e 29 anos, estão presos temporariamente na Cadeia Pública de Ribeirão do Pinhal suspeitos da participação no assassinato do jovem Daniel de Melo Gonçalves, 24 anos, conhecido por “Chó”, ocorrido na madrugada do dia 03 de setembro, por volta de 21h30, no bairro Sílvio Frutuoso, na cidade de Ribeirão do Pinhal. As prisões foram decretadas pela Justiça da comarca.

De acordo com a Polícia Civil, dois homens foram até a casa da vítima à sua procura e, após rápido diálogo, um deles abriu fogo contra Daniel o matando no local. Em seguida, fugiram sem deixar pistas. De acordo com uma testemunha que estava na casa da vítima, os criminosos saíram correndo bradando nome da sigla “PCC” (Primeiro Comando da Capital) e acusando a vítima de ser “talarico” (gíria que indica quem provoca ou se relaciona com pessoas comprometidas amorosamente).

Quatorze  pessoas foram ouvidas no inquérito que apura o caso, em especial aquelas que tiveram contado com a vítima nas últimas horas antes dela morrer.  Durante as investigações, de acordo com a Polícia Civil, ficou demonstrado que a vítima (já condenada por tráfico de drogas e que usava tornozeleira eletrônica quando foi morta) devia dinheiro para narcotraficantes e procurava parentes e amigos, no dia da sua morte, para obter empréstimo. 

Ainda segundo a polícia, a amigos, Daniel confidenciou que estava sendo ameaçado pelo grupo. A dupla presa tem passagens por tráfico de drogas e receptação. A investigação conta com provas acobertadas por sigilo de justiça. Um dos criminosos já estava preso há uma semana, mas por outro crime, e cumprirá agora, também, pelo novo mandado de prisão expedido. 

O outro (21 anos) foi preso nesta terça-feira (24). Uma arma de fogo, do mesmo calibre usada na execução (.38), foi apreendida há duas semanas, durante investigação paralela de outro crime, e será submetida a exame balístico para confronto com projetis arrecadados do corpo da vítima pelo Instituto Médico-Legal, durante exame necroscópico. 

A prisão tem duração de 30 dias e, ao final, pode ser convertida em preventiva, período que a polícia tem para remeter os autos ao Ministério Público. 

A polícia não descarta prisões de outras pessoas envolvidas no caso, a depender do curso da apuração.

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