Policial

Polícia prende suspeito de vender arma usada em massacre da escola Raul Brasil, em Suzano

Segundo a polícia, investigações apontaram que Geraldo Oliveira dos Santos, conhecido como Buiu, vendeu revólver calibre 38. Negócio, de acordo com a polícia, foi intermediado por outros investigados, presos em abril

Por Natan Lira e Fernanda Lourenço, G1 Mogi das Cruzes e Suzano

Preso Geraldo Oliveira dos Santos, suspeito de vender arma usada em massacre — Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (2) o homem que teria vendido a arma usada no massacre da escola Raul Brasil, em Suzano. De acordo com a polícia, as investigações apontaram que Geraldo Oliveira dos Santos, de 41 anos, conhecido como Buiu, vendeu aos assassinos o revólver calibre 38 utilizado no crime.

O ataque no dia 13 de março deixou dez mortos, incluindo os dois assassinos, e pelo menos 11 feridos.

O negócio, segundo a polícia, foi intermediado pelo mecânico Cristiano Cardias de Souza, de 47 anos, preso no dia 10 de abril. Conhecido como Cabelo, ele também teria vendido as munições calibre 38 utilizadas no ataque.

Cristiano Cardias de Souza é um dos suspeitos de envolvimento no massacre da Raul Brasil — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Geraldo Oliveira de Santos teve a prisão temporária de 30 dias decretada e vai ser encaminhado para a Cadeia de Mogi das Cruzes depois de passar por exames no Instituto Médico Legal (IML). O suspeito não tinha passagem pela polícia.

Outros dois homens já tinham sido presos no dia 11 de abril por suspeita no envolvimento na venda da arma e de munição. A Polícia Civil informou nesta quarta que um deles, Tathiano Oliveira de Queiroz, foi solto por falta de provas. Já Adeilton Pereira dos Santos segue preso e também é suspeito de ter intermediado a venda da arma

Na época, a polícia informou que a negociação não havia sido feita pela deep web, mas sim por meio de redes sociais.

Além dos quatro presos, há ainda um menor apreendido, que, segundo a polícia, foi um dos mentores intelectuais do massacre.

“A investigação por parte da polícia já foi encerrada. Agora a decisão fica a cargo do Tribunal de Justiça”, disse o delegado assistente Lourival Zacariais.


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