Ribeirão do Pinhal

Polícia identifica menores que vandalizaram colégio

Da Redação


A Polícia Civil de Ribeirão do Pinhal avançou, nesta sexta-feira, 29, as investigações sobre a autoria e a motivação dos atos de vandalismos descobertos na manhã da última terça-feira, 29, no Colégio Estadual Ruth Martinez Correa, situado na região central DE Ribeirão do Pinhal..

Três adolescentes envolvidos já foram identificados e dois já entrevistados pela polícia. São os próprios alunos do colégio suspeitos de serem os autores dos atos de vandalismo que causaram preocupação na comunidade local. Por força do Estatuto da Criança e do Adolescente, nome e imagem dos envolvidos (foto de costas) não podem ser divulgados.

Ainda na última terça-feira, a Polícia Civil compareceu ao local acompanhada de peritos do Instituto de Identificação. Além de coleta de digitais e apreensão de par de luvas usadas pelos vândalos, câmeras de segurança do entorno foram vistoriadas, bem como a relação de alunos. No interior da escola não houve registro de imagens por câmeras de segurança, pois não estavam ligadas. Com policiais em campo e com colaboradores do próprio colégio, foi possível chegar ao nome de, ao menos, três envolvidos.

Em um dos relatos, um adolescente conta como houve a invasão na escola e quais foram os envolvidos. Sobre a inscrição “11/04” que gerou polêmica e muita especulação da população, especialmente de pais de alunos, temendo atentados, um dos menores entrevistados relatou ao delegado de polícia Tristão Antônio Borborema de Carvalho que a intenção era “chamar a atenção da polícia para desviar e poderem fazer uma ‘fita’ (assalto) em outro ponto da cidade”. Os relatos estão sendo colhidos na Delegacia de Polícia, com acompanhamento do Conselho Tutelar.

A Polícia Civil ainda informa que o artigo 177 do Estatuto da Criança e do Adolescente prevê que “se, afastada a hipótese de flagrante, houver indícios da participação de adolescente na prática do ato infracional, a autoridade policial encaminhará ao representante do Ministério Público relatório das investigações e demais documentos”. O resultado total da apuração deve ser encaminhado à Promotoria nos próximos dias.

Ainda de acordo com a polícia, o caso de vandalismo foi enquadrado como dano ao patrimônio público e crime ambiental.

Por último, a polícia alerta para especulações fantasiosas que circulam (“fake news”) e da necessidade a apurar a fonte da informação antes de formular juízos. De acordo com investigadores que compareceram ao local as câmeras da escola estavam desligadas no momento da ação e não houve corte de fiação, como noticiado por meios informais. Outra notícia falsa disseminada foi no sentido de que os escritos foram grafados com sangue, pois se trata de tinta.

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