Eleições Política Santo Antônio da Platina

Partidos se mobilizam para as eleições de 2020

Em Santo Antônio da Platina existem negociações silenciosas, mas embate entre adversários tradicionais deve se repetir

DemonstraÁ¿o do uso da urna eletrÙnica para as eleiÁ¿es de 2006.

Da Redação


A pouco mais de um ano das eleições de 2020, os partidos políticos começam a se mobilizar nos bastidores a fim de garantir o maior número possível de lideranças para apoiar os eventuais candidatos que vão liderar as chapas. Uma característica que difere de pleitos anteriores é que estão proibidas as coligações para as eleições proporcionais. Ou seja, os partidos podem se unir para apoiar o candidato a prefeito, mas para a câmara de vereadores cada um deve lançar chapa própria. 

Em Santo Antônio da Platina, por exemplo, poucos analistas acreditam que deva se repetir o recorde de candidatos a prefeito como o registrado no pleito de 2016, quando seis chapas registraram nomes à prefeitura. Há uma tendência em vários antigos opositores se unirem para fortalecer as possibilidades eleitorais em 2020.

Há uma movimentação entre partidos que reúnem lideranças como o ex-prefeito Celso de Souza Schmidt (PSC), os ex-vereadores Claudio Domingues, o Cação (MDB), Gil Martins (PTB), Valdir Domingos de Souza, o Valdir do Foto (DEM), entre outros.

O ex-prefeito Pedro Claro de Oliveira Neto (PSD) é um dos nomes mais fortes na disputa, mas tem dificuldades de ser aliar com o grupo de Schmidt, mas existe a probabilidade real de seu grupo atrair um dos nomes  que estão em negociação com o provável adversário, entre os quais, Cação e Valdir do Foto.

José Artur Ritti (PDT), que foi candidato a prefeito na disputa passada, obtendo a terceira colocação, vê as pretensões esvaziadas depois da sua recente prisão por supostas ameaças à ex-mulher. No entanto não se deve subestimar o poder de fogo do clã Ritti, que tem na coleção três mandatos de prefeito, sendo dois períodos do pai, José Ritti e da mãe, a professora aposentada Eni Maria da Silva Ritti. O próprio José Artur foi deputado estadual.

O atual grupo que domina a prefeitura, liderado pelo prefeito José da Silva Coelho Neto (PHS), tem obrigação moral de lançar candidatura, mesmo que Zezão, como é mais conhecido, resolva não disputar reeleição. No entanto, pela postura adotada nos últimos dias, a permanência do titular como cabeça de chapa é tida como certa, mantendo como vice, provavelmente, o discreto Francisco Monteiro, O Chico da Aramon (PMN).

Após manter-se quase três anos em silêncio, Zezão “saiu da toca” semana passada, ao divulgar um vídeo, em tom ufanista, tentando mostrar que sua gestão não é tão ruim assim como apregoam os adversários. 

Poucos dias depois, no entanto, o prefeito pagou metade do 13º salários de todos os servidores, deixando de fora os professores municipais e alguns funcionários da Educação, causando a fúria do magistério. Numa tacada só Zezão conseguiu arrumar mais de 400 cabos eleitorais para seus adversários.

Mas não se iluda quem pensa que será uma tarefa fácil destronar Zezão e seu grupo, afinal, em qualquer disputa, ter a máquina da prefeitura na mão é um senhor cabo eleitoral.  

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