Santo Antônio da Platina

Parentes de vítima de homicídio são ameaçados

Esposa de homem assassinado na tarde de terça-feira (7) diz que família está marcada para morrer

Luiz Guilherme Bannwart


A dona de casa Eva Aparecida de Almeida Gonçalves dos Santos, companheira de Jefferson Aparecido da Silva, assassinado a tiros na tarde de terça-feira (7), em Santo Antônio da Platina, disse que ela, seu filho de sete anos, e seu tio também estão marcados para morrer. A revelação foi feita na tarde desta quinta-feira (9), poucas horas depois de sepultar o marido.

“Há sete anos meu irmão foi assassinado do mesmo jeito e até hoje não tivemos resposta sobre o crime. Não quero que ocorra o mesmo com a morte do meu marido. Pior: eu, o meu filho e um tio também estamos recebendo ameaças de morte e podemos entrar para a estatística de assassinatos sem solução. Queremos Justiça!”, cobra Eva dos Santos.

Adão Aparecido de Almeida dos Santos, irmão de Eva, foi morto com um tiro de pistola no peito, no dia 10 de janeiro de 2013, em frente a um bar localizado à margem da BR-153, na Vila Santa Terezinha. Segundo Eva, os autores do assassinato do irmão podem ser os mesmos que mataram seu companheiro na tarde de terça-feira (7).

“Até o momento ninguém da polícia me procurou para saber o que aconteceu naquela tarde com o meu marido. Ele foi morto na frente do meu filho e de um sobrinho. Eram três homens. Um deles ficou no carro e dois desceram para matar o Jefferson. Os assassinos usavam máscaras e apenas um deles atirou. Seis projeteis o acertaram em várias partes do corpo e ele não resistiu”, conta a dona de casa. “Também estamos recebendo ameaças de morte. Será que vão esperar mais gente ser assassinada para fazerem alguma coisa?”, questiona.

Eva conta que o marido não fazia mal a ninguém, e que foi morto por acusações infundadas. “Estive na delegacia para contar o que sei e para buscar informações sobre as investigações da morte do meu marido, mas o escrivão que me atendeu disse que não estava sabendo de nenhum homicídio. Pretendo colaborar com os trabalhos da polícia para esclarecer o caso e pedir proteção à justiça, pois corremos o risco de estampar as próximas capas dos jornais se nada feito pelas autoridades”, alerta a dona de casa em tom de desespero. 

INVESTIGAÇÃO

A Polícia Civil informou que a família da vítima foi procurada no dia do crime, mas não foi localizada, e que em razão do momento de luto aguardou o momento oportuno para ouvir parentes e testemunhas na investigação. 

Eva Aparecida de Almeida Gonçalves dos Santos será ouvida na manhã desta sexta-feira (9) na 38ª Delegacia Regional de Polícia.

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