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Para Pedro Claro, região precisa reagir

REPRESENTATIVIDADE

Para ex-prefeito platinense, esvaziamento político compromete futuro do Norte Pioneiro

“A falta de representatividade política da região junto ao governo estadual é muito grave” – Crédito Arquivo

Da Redação

“Se o Norte Pioneiro não reagir, corremos o risco de comprometer as futuras gerações com a estagnação econômica e o retrocesso dos indicadores sociais!” O alerta em forma de desabafo é a expressão do inconformismo manifestado pelo ex-prefeito de Santo Antônio da Platina, Pedro Claro de Oliveira Neto (PSD), em visita à redação da Tribuna do Vale. Para ele, a falta de representatividade política da região junto ao governo estadual é muito grave e se reflete na incapacidade das lideranças locais em lutar pelos interesses de toda a área compreendida pela Amunorpi, a associação que agrega os municípios do Norte Pioneiro.

Pedro Claro lembra que o governador Ratinho Junior (PSD) esteve em Londrina na semana passada durante a exposição agropecuária daquela cidade, em cujo parque Ney Braga instalou seu governo. “Numa tacada só ele liberou recursos para dois enormes viadutos. O nosso viaduto da BR-153 está com suas obras paralisadas, colocando em risco vidas humanas, e ninguém faz nada. Absurdo!”, extravasou.

Ao falar em interiorização do governo do Estado ele questiona: “Ouvi falar que a Amunorpi convidou o Ratinho para instalar o governo durante nossa Efapi. E daí, cadê a confirmação?”, questiona, arrematando: “A ausência do governo é o resultado do esvaziamento político”.

O ex-prefeito lembra ainda a inércia das lideranças locais com relação à UTI do Hospital Regional do Norte Pioneiro, concluída há dois anos, mas que continua fechada, enquanto pacientes morrem nas estradas ao serem transportadas para outros hospitais. “Não vejo ninguém gritar por nossa UTI. As lideranças permanecem num silêncio constrangedor, como se não tivéssemos problemas”, protesta.

O que incomoda o ex-prefeito é a postura de passividade das lideranças da região. Ele compara com a mobilização de Londrina, quando vazou informações de que o governo promoveria mudanças no Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), que poderiam comprometer sua sobrevivência. Segundo ele, todos os segmentos da comunidade londrinense, independente de grupos políticos, se uniram e foram a Curitiba cobrar uma posição do governador Ratinho Junior. “Fico chocado com a passividade de nossas lideranças. Não tenho conhecimento de qualquer manifestação dos prefeitos sobre a UTI e o viaduto da BR-153. Se não acordarmos, vamos pagar um preço muito alto!”, finaliza em tom de alerta. 

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